Pobre Elisa…

20 de Julho de 2010 @ 10:09 por willeam Campelo

Elisa é uma jovem que teria sido morta, e o principal suspeito é o goleiro do Flamengo, Bruno. Quando escrevo, ainda não se achou o corpo e Bruno não confessou o crime. Não emito opinião se ele é culpado ou não. Não sou investigador ou juiz. Sei o que saiu na mídia, o que não ajuda. Os repórteres são confusos nas perguntas, falam mal, cheios de “é”, ahn”, como um locutor da Band, que não emite uma frase corrida, além de ser discursivo e repetitivo.

A moça não tem culpa, caso tenha sido assassinada, de sua própria morte. Mas caiu na ilusão de tanta gente, a da visibilidade. É pensar que, por aparecer na mídia, uma pessoa é mais importante ou melhor que outras. A revista “Veja” trouxe uma reportagem de oito páginas, em que o apelido de “Maria chuteira”, caçadora de jogadores de futebol, lhe é associado. São moças que procuram jogadores famosos.

Nos anos sessentas, Andy Warhol, pai do movimento pop, disse que “no futuro, todos seriam famosos por quinze minutos”. A busca desses quinze minutos orienta a vida de muita gente. E ligar-se a quem obteve os quinze minutos se torna o alvo de outros. Vi um programa de auditório em que uma menina de uns sete anos foi produzida para parecer uma mulher fatal, e dançou uma música muito sensual. Numa adulta seria lascivo. Numa menina era chocante. Pior foi a palavra da mãe: “Pra filha aparecer na tevê vale tudo”. Lamentável declaração de uma pessoa que deveria proteger sua filha e não expô-la como mercadoria para tarados. A mãe sexificou sua filha para mostrá-la como coisa, na televisão.

É a ditadura da visibilidade, o apelo da ilusória fama visual, numa sociedade fútil e sem valores. As pessoas se guiam pelo visual, pela popularização de seu nome, mais que pelo caráter. Uma jovem deveria buscar como esposo alguém de caráter, um jovem decente. Um rapaz deveria procurar uma jovem com quem pudesse construir laços de relacionamento sólidos para edificarem uma vida feliz. Mas no mundo atual, a felicidade está no dinheiro, na fama, na curtição. Ou, como na festa em que Bruno e Elisa se conheceram, em “uma orgia”.

Os jovens precisam nutrir uma consciência mais séria da vida. Isto não significa agirem como “velhos”, mas compreender que a vida não é como a televisão e a “Caras” mostram. Só se vive uma vez e desperdiçar tempo com valores fúteis não traz realização. Construir um futuro demanda bom senso e visão correta da vida.

O evangelho de Jesus é uma chamada a viver bem. É mais que gritar num culto e almejar bênçãos materiais. É ter compreensão da vida, buscar a Deus, firmar-se em valores que a sociedade chama de “caretas”, mas que trazem equilíbrio e discernimento espiritual e moral. A Bíblia ensina a viver e, numa igreja sadia, um jovem sempre será bem orientado para viver.

Alguém dirá que esta palavra é ultrapassada e cheira a naftalina. Mas o cheiro de naftalina é melhor que cheiro de cravo de defunto. Recusar valores e orientação em nome de um progresso, que por vezes é um eufemismo para o “liberou geral”, não é atitude sábia. Livrar-se de valores morais em busca da felicidade (?) não é bandeira. É mortalha. A pobre Elisa descobriu isso. Tardiamente.

Não se perca. Busque orientação segura para sua vida. Não procure fama. Procure caráter. Fique com Deus, não com o mundo.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Pastor, conferencista e escritor
http://www.adiberj.org
isaltino - isaltino

P-Problemas e P-Perspectivas de um P-Protestantismo P-Pau-Brasil

13 de Julho de 2010 @ 10:41 por willeam Campelo

É preciso pensar o protestantismo pau-brasil! Protestantismo do país pentacampeão, pentasecular, pós-pentecostal, perigosamente problemático, praticamente pós-moderno! Para pensar, em prolegômenos, o protestantismo principiante do principal país português, precisamos proferir palavras propriamente planejadas, previamente preparadas, pesquisando os períodos do protestantismo pau-brasil: partindo-se do pioneiro e principiante, e prosseguindo até o presente e pós-moderno. Possivelmente poderemos prosseguir pincelando o painel polimorfo protestante! Podemos prosseguir?

Perfeitamente! O primeiro protestantismo é o principiante, o primogênito. Primaveril! Parece-me plácido, progressista, platônico e promissor. Produziu profusamente pastores, presbíteros, pregadores e professores. Padeceu perigosamente pelo poder dos padres, pois era protestantismo de persuasão! Porém, prosseguiu, proclamando a Palavra. Para os pesquisadores, pendia para a perspectiva pró-saxônica. Por isso, pasmem! Perdeu a possibilidade de preconizar uma perspectiva protestante pau-brasil. Praticou a perigosa polarização, protelando um protestantismo palpavelmente pentacampeão, um protestantismo perfeitamente pau-brasil. Podemos permanecer perplexos!

Pouco passou para o protestantismo preguiçoso projetar-se. Perfeito protetor do passado, o protestantismo preguiçoso priorizou a preservação do pretérito! Progressista e paleozóico, pôs em prisão a profecia! Pôs-se a prosseguir paulatinamente pelo pavimento pachorrento da postergação. “Podemos praticar posteriormente”, pensavam. Para que pressa? Pianissimamente, premiou os prelúdios e os poslúdios. Preconizou as prerrogativas de uma prepotência possivelmente putrefata! Pouco pôde prevalecer, pois permitiu a pluralização parcimoniosa do protestantismo principiante! Era pouco popular, porém pertencia ao “pequeno povo”. Ponderado, premeditado, predeterminado, parou! Praticamente parou! Parou por quê? Petrificou! Petrificou para propalar o paternalismo, preservando o personalismo profundamente presente no povo pau-brasil. Pareceu-me parcialmente paranóico, permeado pelo pavor: pavor de prosseguir, pavor de permutar, pavor de prejudicar o passado! Puxa!

O protestantismo posterior é o protestantismo pró-pentecostes! Pôs os preteristas em polvorosa! Passou a possuir o perfil de protestantismo propagador! Pareceu prejudicar os plácidos e praticar a preteritoclastia! Passou a pender para uma perspectiva possivelmente pau-brasil. Porém, perseguiu o prazer e profetizou a proibição! Prosseguiu proclamando um protestantismo de Parusia. Passou a pregar pomposamente! Porém, passou a possuir a preferência dos pobres. Pôde pregar e profetizar propriamente para os pobres, os paupérrimos, os piores pervertidos e os pretos preteridos pelos poderosos perversos. Precipitadamente, preferiu o profeta e preteriu perigosamente o professor! Possivelmente por isso, passou a pulverizar. Pulverizou em partículas pequeninas, precipitando-se num perfil pavorosamente perturbador! Pôs-se a projetar pontífices próprios. Passou a prognosticar, promover prodígios, perseguir principados e potestades. Proporcionou e potencializou plenamente o perfil polimorfo do protestantismo presente.

Paralelamente, projetou-se o protestantismo possivelmente pró-proletariado. Propulsionado por perspectivas políticas, pendeu para um posicionamento predominante em parte do planeta que preconizava a polarização “proletariado-poderosos”. Posicionamente que pulula! Pareceu-me prioritariamente político. Passou a preterir o púlpito, e permutou-o pelo palanque. O pastor-pregador preferiu passar-se por político-prometedor. Perderam-se os papéis! Passaram a praticar a parcialidade, pichando os pecados perversos dos povos poderosos, pisoteando os principais da pirâmide do poder. Porém, politicamente predeterminados, passaram a prender a Palavra para poupar os perversos que possivelmente protegiam o proletariado e praticavam os próprios pecados dos poderosos. Pode? Perdidos, passaram a piscar passionalmente para o pensamento pós-cristão, para os profetas das psicologias prevenidas para com a Palavra e para uma pulverização pós-moderna e perdida do próprio pensamento. Perderam a perspectiva! Preteriram o porto da partida. Procuram o porto promissor, possivelmente perdidos em perspectivas e prazeres passageiros. Papelão! Que Papelão!

Prometendo progredir, pretendo pensar no perfil do protestantismo posterior, o protestantismo pós-pentecostal. Plenamente pós-moderno, é prenhe de problemas perigosíssimos. É perfeitamente paliativo. Passou a proporcionar aos pobres a perspectiva dos poderosos: a prata pode preencher e é prioridade. É o protestantismo do poder, da prosperidade e da psicose. O pastor-profeta passou a possuir o perfil papagueador-promotor. Passa-se por psicólogo, e péssimo psicólogo! Pulverizados na perscrutação da Palavra, porém perversamente projetados pela pragmática da prata, preferem preterir e pisar as palavras dos principais pensadores do próprio protestantismo. Os pós-pentecostais prescrevem práticas parvas e pueris! Proclamam perspectivas perdidas, pisoteando a precisão do pensar! Preconizam pensamentos paliativos! Parecem predeterminados a promover o perecimento pleno dos próprios pobres. Para os pesquisadores, é pretenso protestantismo! Prostituiu-se! Perdeu-se em promiscuidade! Pobre protestantismo! Pobre protestantismo! É preciso praticar o pranto!

Paremos com o pessimismo, pois o protestantismo é promissor, pujante e prevalecente. Precisamos pensar e praticar passionalmente o protestantismo parelhado com a Palavra. Para podermos prevalecer, precisamos ponderar e prosseguir. A primeira ponderação é a prioridade da Palavra. Pressuposto primordial! Precisamos pesquisar, perquirir e perscrutar a Palavra. Propulsionados pelo perscrutar persistente da Palavra do Pai poderemos perfeitamente prosseguir. Os preceitos da Palavra perfazem o próximo passo. Precisamos praticar os preceitos do Príncipe da Paz. Palavra e Prática prosseguem em par! Por fim, penso que precisamos priorizar a prece. Perscrutar e praticar a palavra prepara o profeta, o pregador, o pastor a proferir palavras para o Pai Perene. Praticar a prece profetiza o prevalecer perpétuo pelo poder do Pai.

Palavra, Preceito e Prece. Perfil perpétuo para o povo do Pai Perene e do Príncipe da Paz.

Para sempre permanece a Palavra … (Psalmus 119.89)

Luiz Sayão
É bacharel em linguística e hebraico e mestre em hebraico pela Universidade de São Paulo. Professor da área bíblica e de hebraico do Seminário Servo de Cristo, em São Paulo, e da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. É editor e autor das notas de várias obras como o Novo Testamento Trilíngüe, o Novo Testamento Esperança e o Antigo Testamento Poliglota e Coordenador do projeto de tradução da versão Almeida Século 21.Luis sayaao 1 - Luis sayaao 1

As marcas da institucionalização da igreja (parte 2)

9 de Julho de 2010 @ 17:03 por willeam Campelo

A igreja tem duas dimensões: organismo e organização, corpo místico de Cristo e instituição religiosa, que convivem e se misturam enquanto fenômeno histórico e social. O grande desafio é fazer a dimensão institucional diminuir para deixar o organismo espiritual crescer. O que se observa hoje, entretanto, é um movimento contrário, onde muitas comunidades cristãs caminham a passos largos para a institucionalização, sem falar naquelas que estão com os dois pés fincados no terreno da religiosidade formal.

Na semana passada foram apresentadas cinco marcas da institucionalização da igreja. Seguem mais cinco.

6. Exagerados apelos financeiros. Consequência de toda a estrutura necessária para sua viabilização, os ministérios institucionalizados precisam de dinheiro, muito dinheiro. As pessoas, aos poucos, deixam de ser rebanho e passam a ser mala-direta, mantenedores, parceiros de empreendimentos, associados.

7. Rede de relacionamentos funcionais. A mentalidade massa sem rosto somada ao apelo mantenedores-parceiros de empreendimentos faz com que as relações deixem de ser afetivas e se tornem burocráticas e estratégicas. As pessoas valorizadas são aquelas que podem de alguma forma contribuir para a expansão da instituição. Já não existe mais o José, apenas o tesoureiro; não mais o João, apenas o coordenador dos projetos Gideão, Neemias, Josué, ou qualquer outro nome que represente conquista, expansão e realizações.

8. Rotatividade de líderes. Não se admira que muitos líderes ao longo do tempo se sintam usados, explorados, mal amados, desconsiderados e negligenciados como pessoas. O desgaste de uns é logo mascarado pelo entusiasmo dos que chegam, atraídos pela aparência do sucesso e êxito ministerial. Assim a instituição se torna uma máquina de moer corações dedicados e esvaziar bolsos de gente apaixonada pelo reino de Deus. O movimento migratório dos líderes de uma igreja para outra é feito por caminhões de mudança carregados de mágoas, ressentimentos, decepções e culpas.

9. Uso e abuso de conteúdos simbólicos. A institucionalização é adensada pelos seus mitos (nosso líder recebeu essa visão diretamente de Jesus), ritos (nossos obreiros vão ungir as portas da sua empresa) e artefatos (coloque o copo de água sobre o aparelho de televisão), enfim, componentes de amarração psíquica e uniformidade da mentalidade, onde o grupo se sobrepõe ao indivíduo e a instituição esmaga identidades particulares. Os símbolos concretos (objetos, cerimônias repetitivas, palavras de ordem) afastam as pessoas do mundo das ideias. Quanto mais concretos os símbolos, mais amarrado e dependente o fiel.

10. Falta de liberdade às expressões individuais. Ministérios institucionalizados, personalistas, dependentes de fiéis para sua manutenção financeira e psicologicamente amarrados pelos conjuntos simbólicos não são ambientes para a criatividade e a diversidade. Todos brincam de tudo quanto seu mestre mandar, faremos todos e, inconscientemente, acabam se vestindo da mesma maneira, usando o mesmo vocabulário, gestos e linguagens não verbais. Seus rebanhos são compostos não apenas por massa sem rosto e mantenedores-parceiros de empreendimentos, mas também por soldadinhos uniformizados, o que aliás, é a mesma coisa.

Ed Renê

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Trazei todos os dízimos (3)

8 de Julho de 2010 @ 05:58 por willeam Campelo

II – Dízimo no Novo Testamento

A palavra dízimo aparece 9 vezes no Novo Testamento:

1- Em Mt. 23:23, Jesus reclama de pessoas que dão o dízimo mas não praticam a justiça, a misericórdia e a fé.

A partícula adversativa “mas” é usada para indicar um contraste de atitudes opostas. Jamais poderíamos dizer “você rouba mas furta”, isso não faz sentido; no entanto, quando dizemos “você vai a igreja mas não é um crente verdadeiro”, estamos dizendo em outras palavras que só há coerência ir a igreja quando se é crente verdadeiro. Do mesmo modo, o versículo em questão afirma que só há coerência na entrega do dízimo por quem pratica a justiça, a misericórdia e a fé.

2- Em Lc. 11:42, Jesus reclama de pessoas que dão o dízimo mas não praticam a justiça e o amor de Deus.

3- Em Lc. 18:9-14, Jesus conta a história de um homem que fazia tudo correto: não era avarento, nem desonesto, nem imoral, jejuava duas vezes por semana e dava o dízimo, mas, infelizmente, esse homem tinha o costume de desprezar os outros e teria como conseqüência ser humilhado por Deus.

4- No capítulo 7 de Hebreus, a palavra dízimo ocorre 6 vezes sobre a experiência de Abraão quando entregou o dízimo a Melquisedeque, afirmando que se tratava do sacerdócio de Jesus e não o dos levitas, conforme a lei de Moisés. Pois, segundo o escritor de Hebreus, a décima parte foi cobrada por alguém que continua vivo e que Jesus é sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque.

A principal distinção entre o dízimo no Velho Testamento e no Novo Testamento é que enquanto um era obrigatório, o outro é voluntário, enquanto um é movido pela exigência da lei, o outro é impulsionado pelo amor.

Cristo não obrigou seus seguidores a serem dizimistas, preferiu confiar no amor liberal deles. Será que estamos merecendo essa confiança?

Jesus foi dizimista? Sim, pois:

1- Jesus foi educado em um lar judeu, e todo judeu piedoso é dizimista.

2- Jesus sempre revelou um nível de envolvimento com Deus, superior ao da lei. Seria estranho ele estabelecer um padrão inferior ao dízimo (na realidade ele estabeleceu um maior, 100%). Nossa justiça deve exceder a dos escribas e fariseus (Mt.5:20).

3- Os inimigos de Jesus tentaram convencê-lo de estar violando a lei, mas nuca o acusaram de não entregar o dízimo.

4- O Talmude proibia que um fariseu zeloso sentasse à mesa de um não dizimista, e os fariseus sentaram-se à mesa com Jesus.

Ao ofertar, lembre-se que Jesus está de olho em você, em sua intenção e fidelidade, do mesmo modo que estava de olho naquela viúva pobre (Lc. 21:1-4).

Pr. Geraldo Júnior

COMO TER UMA VIDA ABUNDANTE

6 de Julho de 2010 @ 23:23 por willeam Campelo

A vida cristã é uma vida de confiança. O Senhor disse que está conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt. 28:20). Por que então deixar que o desanimo, a tristeza, e o desespero nos derrotem?

Este salmo trata da prosperidade dos ímpios, comparada com as dificuldades pelas quais passam os que confiam no Senhor.

A visão que o salmista tinha do mundo mostrava os malfeitores crescendo e prosperando. Isso parecia uma injustiça. Como podiam crescer e desenvolver-se aqueles que desprezavam o Deus único e verdadeiro?

O salmista descobre, entretanto, que essa é a aparência, não a realidade. A certa altura, a prosperidade dos ímpios vai cessar. Quem confia em Deus, vive a verdadeira prosperidade. Porque tem a presença do Senhor em sua vida aqui, e a garantia de bem-aventuranças na eternidade.

Não se deixe o crente dominar por sentimentos negativos, quando considera a aparência do mundo e a ilusória prosperidade do não crente.

As recomendações do salmista combatem esse sentimento negativo: “Não te enfades” (vv. 1,7,8), melhor traduzido por não te indignes, não te zangues, não fiques revoltado. Essa ira e furor só prejudicam a vida do crente (v.8). “Não tenhas inveja” (v.2). Em vez de ficar olhando para o ímpio, o crente deve voltar o olhar para Deus. Olhar, aqui, é mais que simples levantar os olhos para o céu.

Este salmo mostra diversas atitudes que o crente deve tomar para que tenha uma vida abundante.

1. Confiar no Senhor (v.3)

Deus tem a visão objetiva de todas as coisas, pois Ele conhece todas as coisas. Confiar é entregar a vida ao Senhor que tudo conhece. É entrega incondicional. Tudo o que somos, temos e o que viermos a ser e ter deve ser colocado em Suas mãos. Isso é confiar! Ou entregamos tudo, ou não entregamos nada. Não existe meio-termo.

Os resultado da confiança no Senhor são:

a) Estabilidade. Quem confia nEle estabelece-se, firma-se, e ocupa o seu lugar.

b) Sustento: Deus cuida do sustento dos que nEle confiam.

c) Segurança: A falta de segurança é um dos mais sérios problemas de nosso tempo. O crente confia em Deus. “Porque se o Senhor não guarda, em vão vigia a sentinela” (Sl.127:1).

2. Alegrar-se no Senhor (v.4)

“Deleitar-se” é alegrar-se. Significa com isso que nossa alegria será no Senhor e na Sua vontade. As nossas emoções devem pertencer ao Senhor. A alegria do ímpio, falsa alegria, está nos seus bens perecíveis, mas a nossa está no Senhor e por isso é eterna, é completa, é abundante.

Deus não deseja seguidores que estejam vivendo a vida cristã como se estivesse carregando um fardo insuportável. O resultado de alegrar-se no Senhor é a realização pessoal. “Ele satisfará os desejos do
teu coração”. Os sonhos dos que confiam no Senhor se cumprirão, dando à vida do crente um sentido de realização plena.

3. Entregar o caminho ao Senhor (v.5)

Entregar o caminho é a confiança em prática. Só quando entregamos o caminho é que demonstramos que realmente confiamos no Senhor.

No hebraico, o verbo entregar tem o sentido de “rolar”, dando a entender que o fardo é “rolado” para frente, isto é, passado para as mãos de Deus, numa atitude de entrega incondicional.

O resultado dessa entrega é o alcance da justiça para os seus negócios e também terá abundância de paz (v.11).

4. Ter uma vida construtiva

O salmista fala de algumas atitudes práticas que precisam ser cultivadas. Expressões tais como: “Faze o bem” (v.3), “não te enfades” (vv. 1,7,8), “não tenhas inveja” (v.1), “deixa a ira” (v.8), “aparta-te do mal” (v.27), “nota o homem integro, e considera o reto” (v.37), são conselhos práticos para a vida feliz, plena, abundante.

Ninguém será feliz automaticamente, mas o será mediante uma vida que cultive a felicidade.

Conclusão:

O crente deve olhar a vida com outra ótica, pondo sua confiança e sua esperança no Senhor. O salmista faz recomendações positivas: “Confia no Senhor”, “Deleita-te no Senhor”, isto é, “alegra-te em ser um servo de Deus, regozija-te nEle, agrada-te em viver com Ele. “Entrega o teu caminho ao Senhor”, isto é, confia a tua vida inteiramente a Ele, deixando com Ele os assuntos grandes e pequenos. “Descansa no Senhor, e espera nEle”, isto é, tendo entregue a Ele o teu caminho, aguarda pacientemente, com inteira confiança a operação em teu favor.

Para os que confiam em Deus há preciosas promessas. Os crentes viverão tendo alimentação, segurança e habitação. Os anelos de seu coração serão alcançados.

Quem confia em Deus deleita-se nEle, agradando-O em tudo, absorve a vontade do Senhor. Os desejos de seu coração descobrem-se de pleno acordo com os desejos do coração de Deus. Eles verão a operação de Deus em seu favor. Eles alcançarão a justiça, tanto no sentido de que não serão prejudicados nos seus negócios, mas também no sentido de que serão revestidos com a justiça de Deus, alcançando vitória sobre o pecado. Eles herdarão a terra e gozarão plena paz.

Os ímpios não tem paz, diz o Senhor (Is. 57:21). O mundo procura a paz, e não a alcança. Mas os que confiam no Senhor experimentarão perfeita paz.

Pr. Willeam Campelo
Primeira Igreja Batista em CidadeOperária
Willeam 1 - Willeam 1

Trazei todos os dízimos (2)

6 de Julho de 2010 @ 18:35 por willeam Campelo

I. O Dízimo no Antigo Testamento

1. Antes da Lei:

O dízimo foi praticado por Abraão como um ato de gratidão e fé antes de existir sequer o povo judeu (Gn. 14:18-20).

Jacó foi fiel na devolução do seu dízimo 250 anos antes de existir a lei de Moisés que tratava sobre o dízimo (Gn. 28:20-22).

Isso significa que a lei veio apenas para regulamentar uma prática comum.

2. O dízimo conforme a Lei e os Profetas:

a-) O dízimo pertence a Deus (Lv. 27:30)

b-) Quando devolviam o dízimo deviam ter a consciência que estavam entregando ao Senhor (Dt. 12:5-7)

c-) Era uma prova da fidelidade (a atitude de II Cr. 31:12 foi chamada em II Cr. 32:1 de “atos de fidelidade”)

d-) Não entregar o dízimo era igual a estar roubando a Deus (Ml. 3:8-9)

e-) Tinha como conseqüência benção ou maldição (Ml. 3:10-11)

f-) Tinha como finalidade: manutenção do templo (Ml. 3:10), sustento do sacerdócio (Nm. 18:21) e auxílio aos necessitados (Dt. 14:28-29).

g-) Era um dos temas principais nos grandes avivamentos do Antigo Testamento liderados por Ezequias, Neemias, Amós …

Pr. Geraldo Júnior

Trazei todos os dízimos…(1)

2 de Julho de 2010 @ 16:29 por willeam Campelo

“Vocês aí são líderes em tantos sentidos, têm tanta fé, tantos regulamentos bons, tanto saber, tanto entusiasmo, tanto amor por nós, eu desejo agora que também sejam líderes no espírito de contribuir com alegria” (II Cor. 8:7).

A prática da mordomia cristã não deveria ser entendida como um problema de propaganda ou promoção, é um problema de espiritualidade, de santificação e ensino. O verdadeiro cristão não deve se contentar em conhecer a doutrina, deve vivê-la.

“Primeiramente se deram a a si mesmo ao Senhor” (II Cor. 8:5). Você pode dar dinheiro, propriedades, trabalho, ou mesmo tempo, mas nada disso terá valor se não der a si mesmo a Deus. Deus não é proprietário apenas do dízimo (10%), mas de tudo (100%) de nossa vida. Somos livres das exigências da lei, mas o amor não é mais barato que a lei.

Richard J. Foster nos lembra que devemos carimbar tudo que temos com o lembrete: “Dado por Deus, propriedade de Deus, para ser usado para os propósitos de Deus”.

“Deus ama o que dá com alegria” (II Cor. 9:7). A condição para crescer é dar com alegria, sem esperar ou desejar qualquer recompensa senão a própria alegria de dar. Quem dá por amor, com alegria, sempre terá mais para dar.

“Recebe, Senhor, minha oferta; não é uma esmola pois não és mendigo; não é uma contribuição, porque não precisas; não é o resto que me sobra que te ofereço; esta importância representa, Senhor, meu reconhecimento, meu amor, pois se tenho é porque me deste. Amém.”

Pr. Geraldo Júnior

Perguntas mais frequentes sobre o dízimo

30 de Junho de 2010 @ 18:59 por willeam Campelo

1. O que significa a palavra dízimo? É a devolução da décima parte (10%) de tudo que recebo do Senhor como reconhecimento que tudo que tenho pertence a ele.

2. Aonde devo entregar minha oferta? No templo, em forma de culto a Deus.

3. Eu posso dar o dizimo em outra igreja? O dízimo deve ser dado na igreja onde a pessoa congrega e é alimentada espiritualmente. Não é justo receber o alimento e assistência em uma igreja e dar o dízimo em outra.

4. Qual deve ser a base do sustento da Igreja? Os Dízimos e ofertas.

5. Devo dar o dízimo de tudo ou somente do meu salário? A bíblia ensina que devo entregar o dízimo de tudo que recebo.

6. Eu ganho muito e não acho justo dar o dízimo de 10% à igreja! A solução é orar para que o Senhor diminua o ganho dessa pessoa para que ela possa dar o dízimo sem dor no coração.

7. Quero ser dizimista, mas não tenho renda, como fazer? Não tenha vergonha de entregar o dízimo de pouco, quando temos coragem de entregar o dízimo de dez centavos (igual a um centavo) já estamos sendo fiéis. Se em um mês você pegar sequer em um centavo, entregue um envelope escrito “zero” e você estará sendo dizimista, afinal de contas dez por cento de nada é nada.

8. Eu ganho pouco e não acho justo dar o dízimo. Quando ganhar mais passo a entregar o dízimo!Provavelmente, este nunca ganhará mais do que está ganhando hoje. Se não é fiel no pouco que ganha será fiel quando ganhar um salário maior?

9. Comprei uma casa financiada assim que saldar tudo eu passo a dar o dízimo!Depois da casa vem um carro novo, uma viagem, móveis novos, a faculdade dos filhos, etc. Dízimo não é dado depois de alguma coisa, mas antes de qualquer coisa. Dízimo é primícia. Vem em primeiro lugar e não em último, isto quando vem!

10. Devo ser dizimista para resolver meus problemas financeiros? De modo algum, seja dizimista porque você ama a Deus e faz sua vontade.

11. Tenho dívidas a saldar, devo paga-las primeiro ou entregar o dízimo? Buscai primeiro o Reino de Deus e as outras coisas serão acrescentadas. Dívidas além do alcance é sinal de desorganização financeira, seja mais responsável pois isso atrapalha seu testemunho cristão. Pegar dinheiro emprestado para pagar dívidas não irá resolver o problema, tente negociá-la, sofra as conseqüências do seu erro, não se iluda sendo infiel com Deus, ao contrário torne-o parceiro para solução de suas dívidas.

12. O dízimo deve ser tirado do salário liquido ou do bruto? A maioria das coisas que são descontadas no meu salário são para nosso próprio benefício; como eu quero receber as bênçãos de Deus, no líquido ou no bruto?

13. Que devo fazer se a equipe de finanças da Igreja é esbanjadora e irresponsável? Mesmo assim devo entregar o dízimo? Cada um dará conta de si mesmo a Deus, se não entrego o que pertence ao Senhor sou tão errado quanto eles, a melhor maneira é entregar, e em seguida orientar e cobrar o uso correto. Se não for ouvido, Deus é justo e não deixará impune os que fazem a Sua obra relaxadamente.

14. Tenho pena de separar 10% do meu salário. Como posso mudar este sentimento? De acordo com R. G. Le Torneau: “A questão não é quanto do meu dinheiro devo dar ao Senhor, mas quanto do dinheiro do Senhor devo guardar para meu uso”. Esse sentimento pode ser resultado da falta de uma experiência com Deus nessa área, inicie essa prática e você terá motivos suficientes para não parar. Pode ser também avareza ou egoísmo, pense que você está ficando com os 90% e Deus com os 10%, ele poderia exigir o contrário.

15. O Dízimo é uma responsabilidade por família ou individual? Mesmo sendo a única renda a entrar no lar, posso acostumar os membros da minha família (esposa, filhos…) a serem dizimistas e a evitarem a avareza, entregando valores que servirão como base a entrega individual, lembre-se que a entrega do dízimo é um culto e não posso mandar ninguém, mesmo que seja parente, cultuar em meu lugar. Por não entenderem isto alguns, infelizmente, mandam outros entregarem em seu lugar com preguiça de se levantar do banco na hora da entrega, Deus não está interessado no seu dinheiro mais que em seu culto.

16. Qual a periodicidade em que devo entregar o dízimo? (mensal, quinzenal, semanal…)? Quanto menos tempo ficar com o dinheiro que não me pertence, menos sou tentado a gastá‑lo.

17. Posso dar outro percentual que não seja 10% como se fosse dízimo (maior ou menor)? Quando entrego menos que dez por cento e chamo de dízimo estou mentindo a Deus e Ele não gosta de mentirosos. Quando entrego menos que dez por cento e chamo de oferta, Deus não aceita uma oferta de um dinheiro que não me pertence. Somente se caracteriza como oferta aquilo que ultrapassa a minha obrigação.

18. Como um comerciante, industrial, ou associado deve calcular o dízimo? Verifique a renda total subtraia o valor do custo total para produzir aquela renda, calcule 10% da diferença entre os dois valores e entregue como dízimo. Cuidado para não incluir no custo total despesas que refletem o benefício pessoal, como por exemplo: Plano de Saúde, Seguro de Vida, …

19. Peguei um dinheiro emprestado, devo tirar o dízimo? Não, pois é um dinheiro que não é seu e você terá que devolver, a bíblia recomenda evitar essa prática, pois geralmente nos causa prejuízo, o valor que entra emprestado terá que sair acompanhado de mais um outro tanto. No entanto, se do valor emprestado você conseguir lucrar, entregue o dízimo apenas do lucro.

20. Posso deduzir o dízimo no imposto de renda, já que a Igreja é reconhecida como organização filantrópica, para que aumente a restituição e assim possa dar um dízimo maior da restituição? Essa questão é discutível, pois não existe legislação específica para esses casos. Todavia não devo querer transferir para o governo uma responsabilidade que é minha.

21. Eu posso dar o dízimo a um missionário? O dizimo não é para ser administrado pelo próprio crente. Neste caso o certo seria dar uma oferta voluntária, e não o dízimo.

22. Eu não dou o dízimo porque não concordo com a liderança! Um erro não justifica outro erro. Se não concordar com a liderança o certo é conversar a respeito, e não manipular o dízimo. O dízimo não é uma contribuição sindical, ou taxa por serviço prestado nem é um imposto. É preciso entender que não entregamos o dízimo para a igreja, mas para o Senhor como ato de fé e culto.

“Dêem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês”. (Lc 6.38 – Bíblia NVI)

Pr. Geraldo Júnior

Uma declaração de fé

25 de Junho de 2010 @ 06:02 por willeam Campelo

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará” ( Sl. 91.1).
O esconderijo seguro só tem sentido em sê-lo por causa do Senhor. Ele não é um Deus distante, ao qual não temos acesso, mas está próximo, e nEle podemos nos esconder para o abrigo seguro. É a “sombra” (v.1) contra o sol causticante, que dificulta a caminhada.

O esconderijo de Deus não é lugar para fuga das responsabilidades que temos, mas é lugar de descansar quando as forças estão quase acabando.
O esconderijo é o lugar para onde vamos quando estamos ansiosos pela presença de Deus, principalmente nos momentos mais difíceis quando precisamos da ajuda do Senhor.

Ele nos garante o descanso porque Ele é o Altíssimo. Esta é uma designação para dizer que Ele está acima de tudo e de todos, mas não significa com isso que está distante. O fato dEle nos proteger no esconderijo e à Sua sombra podermos descansar, mostra que Ele está muito próximo de nós. Ele é o Todo-Poderoso, o El-Shadai, aquele que pode todas as coisas.

Pr. Willeam Campelo

Em defesa da liberdade religiosa na Copa do Mundo

16 de Junho de 2010 @ 08:54 por willeam Campelo

Não sou dos que veem conspiração em tudo, mas, no caso específico da proibição de manifestações religiosas ou ideológicas no campo de futebol, durante a Copa do Mundo, noto a entronização de um ideal secularizante.
Desde o iluminismo europeu, desenvolve-se uma ideia, hoje predominante, de que o homem não precisa de fé para viver, porque fé é vista como “atraso”, que não pode conviver com o “avanço”. Entremos num shopping center: nele não há qualquer materialização da simbologia religiosa, exceto o consumo, eleito como o culto supremo de todos.
Acontece que os jogadores que estão em campo, sejam eles muçulmanos ou cristãos (para ficarmos com duas vertentes), encontram na sua religião uma motivação para sua vida. Aquilo é um esporte, mas eles não vivem o esporte fora de sua fé. É por isto que os jogadores crentes agradecem a Deus pela defesa feita ou pelo gol marcado ou pelo título conquistado, porque para eles tudo que lhes acontece tem a mão de Deus, que lhes deu a vida, que lhes dá habilidade para jogar e que, sobretudo, lhes dá um sentido para viver. Crer faz parte do seu ser. Suprimir-lhe o direito de agradecer a Deus é tirar-lhe o direito de viver.
Como cristão, não me ofendo se um jogador muçulmano, por exemplo, estampa na camiseta interna uma frase de gratidão a Alá. Como cristão, eu me alegro que um atleta cristão, após um gol, levante o seu dedo para os céus para dizer a quem deve o seu tento. Não vejo que mal possa fazer o fato de alguns jogadores cristãos se reunirem ao final de uma partida importante e se darem as mãos para cantar e orar. Quem não quiser ver pode trocar de canal ou a própria rede de televisão pode mostrar outra imagem.
A liberdade de expressão tem que incluir o direito de todos se manifestarem no espaço em que atuam, desde que respeitem a credulidade ou a incredulidade dos outros. A minoria dos que não creem não pode se sobrepujar à maioria dos que creem. Religião e futebol têm muito em comum, porque ambos são o território por excelência da alegria, da alegria simples, da alegria interior que não precisa de droga (álcool, tabaco e alucinógeno) para existir e se irradiar como um facho de luz.
ISRAEL BELO DE AZEVEDO
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