O cristão e a política partidária

30 de Agosto de 2010 @ 21:39 por willeam Campelo

Alguns cristãos evangélicos e algumas de suas igrejas vivem, com verdadeira euforia, um tempo de grande envolvimento no teatro da política partidária brasileira, palco de tantas seduções, desapontamentos, corrupções e promessas não cumpridas. A ansiosa busca pelo poder deste mundo em posições de governos – legislativo e executivo – tem caracterizado homens e mulheres que se apresentam com o propósito expresso de servir a Deus e aos homens, pelo ideal cristão de uma sociedade justa e igualitária de oportunidades para todos seus membros. Todavia, essa mistura de “cristianismo evangélico” com política partidária tem apresentado como conseqüência, com raríssimas exceções, o afastamento e a negação de princípios orientadores da ética cristã e ensinos bíblicos. Senão, vejamos:

——— 1º - A BÍBLIA é clara: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”. Vale examinar o texto de II Co 6.14-18 e outros correlatos, como Amós 3.3: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”.
A política partidária é um jugo pesado de desigualdade entre a Ética Cristã e a ética de situação, entre os interesses partidários e os interesses do Reino de Deus.

———- 2º - A BIBLIA é clara: “A ninguén chameis mestre e senhor, porque um só é o vosso Mestre e Senhor” (Mt 23.8-10). E Jesus afirmou categórico? “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” ( Jô 15.14).
Na política partidária, o partido – sua Liderança, sua Comissão Executiva – é o Senhor, o Mestre, que deve ser seguido. Fala-se muito em “seguir a orientação do Partido”. Como pode um cristão submeter-se a isso, se a posição partidária for contrária à ética cristã, seu senso de justiça, verdade e santidade? JESUS é SENHOR, não o Partido, principalmente quando fere princípios permanentes da Palavra de Deus.

———- 3º - A BÍBLIA é clara: “Seja o vosso “Sim”, sim e o vosso “Não”, não. Tudo o que passa disso vem do maligno” (Mt 5.37). E ainda mais, acrescenta o “Discípulo Amado”: “Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (III Jo 3). Jesus diz que por nossas palavras seremos julgados (Mt. 12.33-37).
A desgraça da política partidária é a mentira. Causa espanto a facilidade com que os políticos dizem sim e não, quase ao mesmo tempo; a facilidade com que mudam os discursos e as posições, conforme o interesse do momento. A verdade é sempre a verdade do interesse momentâneo do político ou do partido. Mas Jesus afirma que Ele. JESUS, é A VERDADE e que só a VERDADE liberta o homem do pecado ( Jo 8.32 )
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———– 4º - A BIBLIA é clara: “Não ambicioneis coisas altas,mas acomodai-vos às humildes ”( Fil 2.6-11, Mt 13.13-17; Mc 10.35-45)..Ser como Jesus: um servo de Deus.
O político sempre aspira ao posto mais elevado. Há sempre o interesse de melhores posições de mando e comando. O alvo é sempre mais poder e influência.
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———– 5º - A BÍBLIA é clara: “Portanto, quer comais ou bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (I Co 10.31). É ensino de Jesus: “Assim, brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16).

A política partidária busca a honra e a glória do Partido ou do Político. O alvo é fazer sobressair a sigla partidária, as realizações humanas em busca do poder político. O cristão busca sempre a glória de Deus. Paulo escreveu: “Para mim o viver é Cristo.” .E escreveu também: “Cristo será engrandecido no meu corpo.” Com muita facilidade o político vive sua vida em torno do Partido e seus alvos, esquecendo-se de seu Criador e mesmo de suas criaturas – homens feitos a sua imagem e semelhança.

Com muita tristeza e vergonha temos acompanhado o desenrolar do processo político partidário nacional, sempre envolvido e permeado de atos de corrupção e atitudes pecaminosas, para prejuízo constante do povo brasileiro. Com raríssimas exceções, os políticos se alegram e enriquecem enquanto o povo sofre e empobrece. A tentação do poder e a tentação da riqueza, a qualquer preço. e indignidade, andam sempre juntas nos caminhos tortuosos da política partidária brasileira. E já temos visto e ouvido sobre conflitos e desatinos entre “irmãos de fé”, “evangélicos”, que se deixam influenciar até às entranhas pelo vício político do interesse partidário.

Para, efetivamente, se tornar bênção para o povo sofrido neste solo pátrio, a melhor escolha do cristão, entre os caminhos puros e de resultados mais permanentes para seu trabalho, podemos destacar os seguintes: a Igreja, comprometida com Deus e com os homens; a Educação, alicerçada em valores e princípios cristãos, e a Comunicação Social, descompromissada de interesses empresariais e firmada na verdade, no respeito e na defesa das causas que manifestam justiça. Não é necessário engajamento político partidário para ser um servidor atuante na sociedade civil. As oportunidades do serviço e da ação social e da influência política estão abertas diante de todos os brasileiros desejosos de honrar Deus e amar o próximo, em atos mais do que em palavras. Essas oportunidades se apresentam no dia-a-dia das cidades, longe dos bastidores sujos do partidarismo político.

PRIMEIRAMENTE, A IGREJA PRECISA REDESCOBRIR SUA FORÇA DE INFUÊNCIA O povo que se chama pelo nome de Cristo precisa abandonar a religião templária, contemplativa, e envolver-se no COTIDIANO das cidades, fazendo brilhar a LUZ do Evangelho de Cristo Jesus, O CAMPO, como já dissera o Mestre, É O MUNDO. A Igreja precisa deixar os templos e ir aonde os pecadores estão, e não apenas convidá-los a virem aonde ela está reunida.. “INDO POR TODO MUNDO…” foram as palavras finais de Jesus a seus discípulos. A ênfase do momento para a Igreja deve ser: MENOS CELEBRAÇÃO e MAIS AÇÃO CRISTÃ NA SOCIEDADE. Adoração sem serviço cristão ofende a Deus, que é muito desejoso de JUSTIÇA SOCIAL O profeta Isaias destacava essa VERDADE ao povo de Deus no passado histórico de Israel.

A EDUCAÇÃO, FIRMADA NAS VERDADES DA PALAVRA DE DEUS, É O MÉTODO DE ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA. Através dela estabelecem-se valores permanentes e se proporcionam recursos intelectuais de reflexão e posicionamento diante das situações circunstanciais. A Igreja tem compromisso com a reflexão crítica. É preciso influenciar o mundo com a Educação Cristã, seus valores e propósitos e princípios, dignificando as criaturas de Deus, desde que Cristo coloca o homem acima das instituições. Não se deve, entretanto, confundir DOUTRINAÇÃO com EDUCAÇÃO; esta pressupõe LIBERDADE de pensar e decidir, para o exercício das possibilidades do educando, enquanto aquela estabelece CÓDIGOS rígidos de fé.

A COMUNICAÇÃO SOCIAL É A GRANDE TERCEIRA VIA DE INFLUÊNCIA DA IGREJA E DA EDUCAÇÃO CRISTÃ SOBRE A VIDA EM SOCIEDADE. A história política, social e econômica do Brasil deixa clara e inequívoca a força investigadora, esclarecedora e formadora de opinião característica da imprensa, rádio e televisão. É “O Quarto Poder”, como foi denominado pelo jornalista Alberto Dines. As palavras, o ensino, a verdade, vão mais longe através dos meios de comunicação, e as mentiras também. Adquirem permanência e transformam realidades, para o bem ou para o mal da sociedade. Jornais, revistas, rádio, televisão e Web, vão mais longe do que nossos pés podem ir, passo a passo.
Em todos os grandes momentos da vida nacional, em todas as decisões de grande importância social, a presença dos veículos de divulgação tem sido indispensável. Graças à liberdade de imprensa que se vive em nosso país, pluralidade de informações e valores culturais veiculados são absorvidos por milhões de pessoas, assim influenciadas. Exemplos os temos em quantidade das iniciativas da imprensa, que cumpre sua função social, no levantamento de questões de ordem política, social, econômica e cultural, com desfecho positivo para a história nacional. Da mesma forma, uma imprensa cristã, profissional e contextualizada, firmada na Bíblia, como seu “Manual de Redação”, com os pés na terra e os olhos no céu, pode ser uma grande porta e um longo caminho de construção de uma sociedade onde justiça, amor e santidade sejam ideais éticos alcançáveis, a partir do reencontro de cada brasileiro com seu Criador. Sim, Jesus Cristo, mais do que o humanismo ateu, pode fazer deste país uma Grande Nação, sendo Deus o seu Senhor, e não os líderes políticos e seus partidos e seguidores.

CONCLUINDO:

Esta é A HORA de A IGREJA, em nome de JESUS, mostrar a SUA CARA, SUA FORÇA, em testemunho da fé que se traduz em obras no serviço de Deus em amor ao próximo. As gentes brasileiras poderão conhecer uma nova qualidade de vida, se o povo cristão brasileiro agir com fidelidade, segundo as ordens do GRANDE MESTRE e SENHOR. Decididamente, não será através da adesão políticopartidária que A IGREJA fará DIFERENÇA, nem os CRISTÃOS, individualmente, em meio à sociedade, mas, SIM, através do poder do ESPÍRITO SANTO na vida diária e na AÇÃO SOCIAL CRISTÃ responsável e conseqüente. Basta ler o livro de ATOS DOS APÓSTOLOS para reconhecer essa VERDADE.
Episódios recentes no cenário político manifestaram à nação a falta de senso ético e moral da maioria dos integrantes do Senado, quando esteve sob julgamento um de seus pares, acusado de falta de decoro parlamentar devidamente comprovado e documentado. Sua absolvição tem sido motivo de vergonha nacional, porque comprova o jogo de interesses pessoais e distanciamento dos ideais do povo. E poderia acrescentar o posicionamento ambíguo e comprometedor de “evangélicos” no citado episódio, para vergonha de cristãos também. E há inúmeros outros exemplos.

É mais do que necessária a ação política da Igreja. Somos chamados, como cristãos, ao testemunho da fé diante do mundo. Não podemos nos esconder dentro dos templos para Adoração sem nos envolvermos na Ação Social e Serviços a favor do próximo, da coletividade. Omissão em fazer o bem é pecado (Tiago 4.1). Mas a Igreja e o cristão agem, como discípulos de Cristo, em nome dele e para a GLÓRIA DE DEUS e não para projeção pessoal ou em nome e para a glória de Partidos Políticos. Assim seja!

Pr. Araúna dos Santos

http://vigiai.net/news.php?readmore=4323

Igreja ladeira abaixo

28 de Agosto de 2010 @ 14:50 por willeam Campelo

Por mais que busque justificativas para as bizarrices encontradas no meio das igrejas não encontro. Parece-me uma luta inglória. Estou ficando enjoado e enojado diante daquilo que tenho visto e ouvido. A grande marca das igrejas é a estreiteza de mente e uma busca implacável pela mediocridade. Tirando um percentual de comunidades que ainda preservam a Sã Doutrina, esbarramos em número assustador de comunidades e principalmente as neo-pentecostais praticando um anti-cristinianismo.
Gostaria de apontar algumas situações que tem me levado a obviar tais comunidades e líderes.

1 - Tenho visto com muita freqüência uma nociva insistência por parte de um grande percentual da liderança evangélica em desprezar o saber e principalmente o saber teológico. Insistem em desprezar a história e suas lições. Insistem em abandonar os marcos deixados e fazendo assim encontram-se sem parâmetros para seus comportamentos. Creio que a busca por uma teologia sadia é mais dolorosa do que a aceitação tácita de heresias grotescas. O grande problema é que quanto mais as lideranças distanciam da Sã Doutrina mais comprometidas ficam com os erros doutrinários e depois não possuem a hombridade de voltar atrás. Muitos líderes ouviram o galo cantar e não sabem onde. Ouviram algumas afirmações no passado e nunca procuraram saber se eram ou não verdadeiras. Em meu tempo de mocidade havia um livro que fez muito sucesso. Seu autor era Don Gosset e o livro era Há Poder Em Suas Palavras. Virou Best Seller. Aceitávamos como verdade as palavras do autor, pois, este era americano e se era bom para os americanos deveria ser bom para os Brasileiros. Conceitos distorcidos que durante anos vivi. Mas como Paulo disse em sua carta aos corintos chegou o tempo de deixar as coisas de menino e buscar as coisas de adulto. Aprendi na faculdade que é preciso dialogar com os autores e checarmos as bases de suas afirmações. Procurar encontrar o cerne ideológico dos mesmos e separar joio do trigo. Depois de muitos anos percebo que boa parte da liderança evangélica ainda aceita acriticamente os livros e nunca empreendem um diálogo com seus autores. Estão assentados em bases frágeis e se aferrenham a elas como bóias salva-vidas. Quase sempre não se abrem para outros pontos de vistas e insistem em argumentos ultrapassados e com data de validade vencida.

Realmente existe uma resistência à pureza do Evangelho simplesmente por falta de amor à verdade como Paulo disse. “Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade”. II Tm. 3:7 - II Tes. 2:10.

2 – Tenho visto com freqüência uma atitude de lassidão em relação ao pecado. E isso acontece no meio da liderança evangélica e se espalha pelo corpo de Cristo. Destaco o fato de que pecados cometidos por líderes não são tidos como coisas hediondas, mas normais. Sempre apresentam o mesmo argumento idiotizante que não podemos julgar para não sermos julgados. Fico pensando, se julgar é incompatível com a fé cristã como denunciaremos os erros dentro de nossos arraiais? Se existe incompatibilidade entre julgamentos e o crer em Deus então logo não existe pecado nem erros, pois, os mesmos não podem ser julgados. Atribuem esse julgamento a Deus somente. Se assim fora, teremos que erradicar do Novo Testamento as denúncias de Paulo e Pedro que abertamente apontaram para o pecado e mostraram o que fazer. Eis alguns exemplos: I Cor. 5:1-5; II Tm. 2:14-18; II Pe. 2.

Pecados de lideranças devem ser tratados com a maior intensidade possível, pois, seus exemplos são seguidos por muitos. Cristo disse que “… e, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”. Lc. 12:48.

Ficou normal um líder se divorciar e permanecer na mesma igreja como se nada tivesse acontecido. A igreja perdoa e tudo continua bem. Isso é uma aberração em nosso meio. Como permanecer na liderança aquele que não governou bem sua casa? Se houve adultério por parte da liderança, que exemplo foi dado para a igreja principalmente para os jovens. Muitos pensarão e agiram assim: “se o pastor pode também nós podemos”.

E o que dizer sobre os pecados contra a Palavra? Afirmações grotescas que ultrapassam e contradizem a Palavra de Deus são tidas como verdadeiras. Quem faz tais afirmações por ter grande visibilidade torna-se oráculo celestial inquestionável e infalível.

Aqui está em foco a igreja, seus membros. Essa tendência de aceitação acrítica de tudo que é exarado dos púlpitos é algo doentio. Pessoas com grandes capacidades mentais em seus segmentos de atuações se anulam dentro das igrejas, pois, têm medo de pecar contra Deus. Vêm as maiores aberrações sendo derramadas sobre suas mentes e nada dizem. Tais pessoas andam no limite da idiotice. Não existe incompatibilidade entre fé e conhecimento. Nunca existiu. Qualquer afirmação que Deus revelou ou falou deve passar pelo crivo, crisol da Santa Palavra de Deus e se se constatar desvio deve ser desprezada por completo.

3 – Tenho visto com freqüência uma insistência em desprezar a Palavra em troca de revelações estapafúrdias.

No meio neo-pentecostal isso é contumaz. Aceitam tudo como sendo de Deus e mesmo que ofenda a Palavra vale mais a pseudo-revelação. Isso da enjôo em qualquer um. Vi uns vídeos postados no youtube onde o pregador advinha a rua, o número da casa e trabalho das pessoas. O pregador dizia o tempo todo assim: “to entendendo Jesus, to entendendo Jesus…”. O que mais me entristeceu foi que pessoas que conheço pessoalmente aceitaram acriticamente tais coisas e achavam que eram revelações de Deus. Esse tipo de revelação já virou coisa comum no meio evangélico. A postura desses pregadores dá a entender que possuem uma comunhão especial com Cristo e que recebem revelações diretas e se intitulam profetas de Deus. Não pregam a Palavra, mas promovem espetáculos para as massas. Como diziam os romanos: “panis et circenses”. As pessoas rodopiam, caem, são arrebatadas, pulam como cangurus, choram e depois percebem que nada mudou. Paulo nos adverte contra tais homens: “Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento”. I Tm. 6:3-6.

Creio firmemente que as igrejas neo-pentecostais e suas lideranças inaptas estão jogando o evangelho ladeira abaixo. Creio que os estragos feitos são irreparáveis. Creio que o desprezo pelo ministério tem trazido mais vergonha do que glória para o nome de Cristo. Creio que o momento da igreja tenha passado no Brasil. Creio que os maiores culpados são aqueles que se calam covardemente diante de tais atrocidades. Creio que cada pastor consagrado sem o devido preparo, guardando as devidas proporções, será uma porta aberta para heresias e comportamentos exóticos e anti-bíblicos.

Por haver uma insistência em desprezar a Palavra o que sobra é a exaltação das emoções. Vale mais o sentir. Vale mais o arrepio. Vale mais o sensorial. Estou cansado de ver idolatria na igreja. Sim, idolatria mesmo. Quantos cultos têm como maior atrativo a entrada de um modelo da arca da aliança com seus querubins etc. Os líderes se vestem com longas batas e o povo e incentivado a tocar neste embuste em forma de arca da aliança. Em uma galeria em Belo Horizonte existe boxe somente para vender coisas ligadas à idolatria como: candelabro de sete pontas, modelos variados da arca da aliança, óleos especiais para unções variadas etc. Fiquei sabendo que em uma cidade do interior mineiro abriram uma loja gospel que vende kits para campanhas nas igrejas. Tudo já vem pronto é só pegar e distribuir. Se os kits não estiverem no balcão abrem um catálogo e você escolhe o que melhor lhe convier.

Precisamos encontrar o equilíbrio entre razão e emoção. Nossos cultos podem e precisam ser vivenciados com emoção, mas nunca emoção desprovida de razão. Paulo aponta para que nossos cultos sejam racionais e íntegros, mas isso virou carência.

4 – Tenho visto com freqüência uma insistência pelo imediatismo e pragmatismo.

Como vivemos em uma sociedade Fast Food, as soluções para vida também devem ter essa característica. As igrejas estão oferecendo soluções milagrosas a qualquer custo. Estão oferecendo soluções que nunca chegarão. Afirmações mentirosas e incabíveis são feitas para atrair os incautos. As pessoas querem o imediato o curto prazo. Daí termos profecias esdrúxulas e mundanas. Quem não se interessa ou quer ter vitória financeira rapidamente? Quem não ofertaria dinheiro para alcançar cura, salvação e libertação financeira. Em um país que tem um governo assistencialista e uma população que quer levar vantagem em tudo, tais promessas ou profecias são juntar o útil ao agradável.

Por pensar somente no curto prazo estamos degradando o meio ambiente, multiplicando os assaltos, matando desavergonhadamente no útero materno. Vi um vídeo onde Edir Macedo defende o aborto como programa de planejamento familiar. Trata o aborto como solução para criminalidade e pobreza. Tais posturas somente apontam para o curto prazo. Quem deveria defender a vida a processa, condena e executa sua sentença de morte em menos de sete minutos de vídeo.

Pastores oferecem soluções mágicas para verem suas igrejas cheias e seus caixas abarrotados de dinheiro, pois, assim ganharão prestígio socialmente. Oferecem ocuidade para o vazio do homem. Fazem das pessoas massa de manobra para alcançarem seus objetivos mundanos. Esquecem-se que prestarão contas das almas a Cristo o Senhor. Perderam o temor do Senhor e tratam a Sua Obra como empresas e não como igreja.

O certo é que esta visão de curto prazo não leva lugar algum. Somente aumenta o vazio do homem e fortifica a desesperança já reinante.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

http://ministerioforcaparaviver.blogspot.com/FOTOS PARA FOLDER PR LUIZ FERNANDO 039 1 - FOTOS PARA FOLDER PR LUIZ FERNANDO 039 1

Dicas para uma vida frutífera

27 de Agosto de 2010 @ 09:49 por willeam Campelo

“Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. (João 15:5)
1. APRENDA sempre para não estagnar. (II Pd. 1:5-10)

Manter uma atitude de aprendiz traz saúde ao espírito do cristão. É o seu instrumento para a fonte da juventude de uma nova criatura. “O povo que conhece seu Deus fará proezas”, conhecer sempre mais quem servimos por amor, preserva nosso empenho em aprender, energiza o processo do nosso aperfeiçoamento, acrescenta qualidade ao nosso serviço. Aprender sempre, dinamizar a vida que se renova a cada dia na busca de dar frutos.

2. APROVEITE cada oportunidade para fazer o bem. É isso que dá sentido a vida. (Tg.4:17).

Quem disser que ser oportunista é um defeito, não o percebeu sob a ótica das afirmações de Tiago e Paulo. O primeiro diz que aquele que diante de uma situação que requeira uma atitude de fazer o bem, em todos os sentidos, e se nega ou se omite de faze-lo, peca. O segundo recomenda não perder nenhuma oportunidade de manifestar o brilho de Cristo em nossas atitudes, afinal, fomos salvos para fazer coisas boas em tempos quando a inclinação da humanidade é má e egoísta. Diante de uma chance mínima: faça o bem que você gostaria de receber. Deste modo, tudo na vida terá sentido e glorificará, por conseqüência o nome de Deus.

3. Não espere ser convencido para oferecer ajuda. FAÇA PARTE, não se isole. Somos um corpo onde tudo e todos têm função. (Ef. 4:16)

A igreja, corpo vivo de Cristo, é edificada pela ação conjunta dos seus membros. Seu funcionamento depende da interação das partes nas suas contribuições. Não é raro percebermos sintomas de mal funcionamento, num corpo que foi constituído para ser perfeito e harmonioso em sua existência e atuação. Quando isto acontece é porque nós, as partes, manifestamos reações inadequadas e reprováveis como isolamento, omissão, negligência, teimosia, resistência e coisas do tipo, prejudicando a qualidade e a abrangência da nossa missão neste mundo.

4. Quando magoado não se sinta ou se porte como vítima. REMOVA urgentemente a causa, pois a árvore das MÁGOAS não perdoadas ou não esquecidas tem como raiz a AMARGURA. (Hb. 12:14-15)

Este é um alerta muito importante quando se trata de dar frutos.
As árvores frutíferas quando adoecem, curiosamente não deixam de dar fruto. No entanto, os frutos de uma árvore doente são defeituosos, não são plenos em cor, formato e sabor. Em seu interior, muitas vezes encontramos “bichos”, larvas vivendo da sua corrupção. Isso ilustra bem o que a raiz de amargura faz em nós. Ela muda a nossa produção de frutos de boa para má. Examine-se urgentemente e veja se não há perigo de, por abrigar mágoas ou ser dado a hipersensibilidade, estar se transformando em uma árvore com maus frutos que geram pobreza e desânimo para você, de mau exemplo para novos na fé e descrentes e causam tristeza ao Espírito Santo. Se o exame confirmar a ameaça, arrependa-se, confesse, peça perdão, promova consertos, retome sua caminhada e prepare-se para uma das mais produtivas safras de frutos excelentes em sua vida de filho de Deus.

5. SEJA GENEROSO ao considerar o outro e HUMILDE ao olhar para si mesmo. “Deus trará tudo a juízo”. (Rm. 12:3a)

Com certeza, o maior exemplo deste tipo de equilíbrio nas atitudes foi Jesus enquanto viveu entre nós. Não se trata de parecer humilde mas sê-lo de verdade. Ter noção correta de quem somos nos protege de cair na tentação de uma vida hipócrita, em que nosso egoísmo se traveste de generosidade para alcançar o aplauso que massageia um ego já enfermo pelo orgulho. :Ser generoso no sentido bíblico é não reter o bem que possamos promover, ainda que ninguém veja ou saiba. Avançando ainda mais, ainda que nossa generosidade exija um preço que pode se expressar em termos financeiros, físicos, emocionais ou espirituais não retenhamos a bênção!

6. Quando estiver confuso, desnorteado ou “sem direção”: ORE, pois “para cima” haverá sempre uma saída. (Sl. 121:1-2)

A palavra de Deus é norte e prumo nas mais diversas, simples ou complexas questões que nos atormentam ou problemas que nos envolvam; para a maioria destas, a indicação é elevar os olhos e fixá-los, pela fé, na nossa fonte inexaurível e suficiente de socorro: Deus. A oração é a chave mestra que abre todos os acessos aos depósitos sobrenaturais dos recursos do Senhor. Ela está disponível a todos que receberam Jesus como seu Salvador pessoal e foram feitos neste ato de fé, filhos e herdeiros de Deus, por adoção.

7. USE SEMPRE em todos os seus gestos, atitudes, emoções, sentimentos, pensamentos ou palavras, uma BOA MEDIDA DE AMOR pois ele é o vínculo que torna elos em corrente. (Cl. 3:14-15)

Empregar amor em nossas decisões, ações, emoções, palavras e até na nossa forma de pensar é a escolha prática dos que aspiraram a vida no nível da excelência por buscarem refletir a essência de Deus e o caráter de Cristo. Usar o amor como medida de referência na vida cristã, nos livra da mornidão que causa autocontemplação, encurtamento da visão, mesquinhez no envolvimento e superficialidade no compromisso de dar “fruto que permaneça”.

Se todos nós buscarmos praticar estas recomendações na nossa vida pessoal, familiar, profissional e como igreja, com certeza conseguiremos viver de modo a glorificar o nome de Deus.

Léa de Souza dos Reis ( leareis2008.blogspot.com)
L  a 1 - L  a 1Uvas 1  - Uvas 1

Por que persiste a Igreja-poder?

10 de Agosto de 2010 @ 15:32 por willeam Campelo

Vou abordar um tema incômodo mas incontornável: como pode a instituição-Igreja, como a descrevi num artigo anterior, com características autoritárias, absolutistas e excludentes se perpetuar na história? A ideologia dominante responde: “só porque é divina”. Na verdade, este exercício de poder não tem nada de divino. Era o que Jesus exatamente não queria. Ele queria a hierodulia (sagrado serviço) e não a hierarquia (sagrado poder). Mas esta se impôs através dos tempos.

Instituições autoritárias possuem uma mesma lógica de autoreprodução. Não é diferente com a Igreja-instituição. Em primeiro lugar, ela se julga a única verdadeira e tira o título de “igreja” a todas as demais. Em seguida cria-se um rigoroso enquadramento: um pensamento único, uma única dogmática, um único catecismo, um único direito canônico, uma única forma de liturgia. Não se tolera a crítica nem a criatividade, vistas como negação ou denunciadas como criadoras de uma Igreja paralela ou de um outro magistério.

Em segundo lugar, se usa a violência simbólica do controle, da repressão e da punição, não raro à custa dos direitos humanos. Facilmente o questionador é marginalizado, nega-se-lhe o direito de pregar, de escrever e de atuar na comunidade. O então Card. Joseph Ratzinger, Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, em seu mandato, puniu mais de cem teólogos. Nesta mesma lógica, pecados e crimes dos sacerdotes pedófilos ou outros delitos, como os financeiros, são mantidos ocultos para não prejudicar o bom nome da Igreja, sem o menor sentido de justiça para com as vítimas inocentes.

Em terceiro lugar, mitificam-se e quase idolatram-se as autoridades eclesiásticas principalmente o Papa que é o “doce Cristo na Terra”. Penso eu lá com meus botões: que doce Cristo representava o Papa Sérgio (904), assassino de seus dois predecessores ou o Papa João XII (955), eleito com a idade de 20 anos, adúltero e morto pelo marido traido ou, pior, o Papa Bento IX (1033), eleito com 15 anos de idade, um dos mais criminosos e indignos da história do papado, chegando a vender a dignidade papal por 1000 liras de prata?

Em quarto lugar, canonizam-se figuras cujas virtudes se enquandram no sistema, como a obediência cega, a contínua exaltação das autoridades e o “sentir com a Igreja (hierarquia)”, bem no estilo fascista segundo o qual “o chefe (o ducce, o Führer) sempre tem razão”.

Em quinto lugar, há pessoas e cristãos com natureza autoritária, que acima de tudo apreciam a ordem, a lei e o princípio de autoridade em detrimento da lógica complexa da vida que tem surpresas e exige tolerância e adaptações. Estes secundam esse tipo de Igreja bem como regimes políticos autoritários e ditatoriais. Aliás, há uma estreita afinidade entre os regimes ditatoriais e a Igreja-poder como se viu com os ditadores Franco, Salazar, Mussolini, Pinochet e outros. Padres conservadores são facilmente feitos bispos e bispos fidelissimos a Roma são promovidos, fomentando a subserviência. Esse bloco histórico-social-religioso se cristalizou e garantiu a continuidade a este tipo de Igreja.

Em sexto lugar, a Igreja-poder sabe do valor dos ritos e símbolos pois reforçam identidades conservadoras, pouco zelando por seus conteúdos, contanto que sejam mantidos inalteráveis e estritamente observados.

Em razão desta rigidez dogmática e canônica, a Igreja-instiuição não é vivida como lar espiritual. Muitos emigram. Dizem sim ao cristianismo e não à Igreja-poder com a qual não se identificam. Dão-se conta das distorções feitas à herança de Jesus que pregou a liberdade e exaltou o amor incondicional.

Não obstante estas patologias, possuimos figuras como o Papa João XXIII, Dom Helder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Luiz Flávio Cappio e outros que não reproduzem o estilo autoritário, nem apresentam-se como autoridades eclesiásticas mas como pastores no meio do Povo de Deus. Apesar destas contradições, há um mérito que importa reconhecer: esse tipo autoritário de Igreja nunca deixou de nos legar os evangelhos, mesmo negando-os na prática, e assim permitindo-nos o acesso à mensagem revolucionária do Nazareno. Ela prega a libertação mas geralmente são outros que libertam.

Leonardo Boff é autor de Igreja: carisma e poder, Record 2009
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/08/09/por-que-persiste-igreja-poder-314650.asp

Leonardo boff - Leonardo boff

A Bíblia e a política

4 de Agosto de 2010 @ 08:56 por willeam Campelo

Alguém disse que a Bíblia é a carta de amor de Deus aos homens. Compreende toda a realidade humana e cósmica. Não há atividade humana que subtraia, que se apresente fora das Escrituras Sagradas. Ela é atual e como disse um literato: “a Bíblia é mais atual do que os matutinos de hoje”, simplesmente porque os jornais tratam das ramas e dos frutos, e a Bíblia trata dos problemas humanos em sua raiz. Ela trata da essência dos problemas, enquanto a literatura e a imprensa tratam da fenomenologia.

A atividade política encontra-se dentro da Bíblia porque ela trata do homem em todas as suas relações. A Bíblia é o livro da liberdade real porque Jesus é seu centro. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Disse Rolans Grilli: “É impossível manter social e mentalmente escravo um povo que lê a Bíblia”. Por isso os governos totalitários do mundo proíbem a difusão da Bíblia. A Bíblia é o livro da dignidade e das liberdades fundamentais da pessoa humana. Os povos africanos que foram os feudos de países desenvolvidos do mundo não vieram dar o grito de independência por causa desta ou daquela ideologia, mas por causa da Bíblia que foi difundida pela obra dos missionários como David Livingstone, Albert Schweitzer e outros. Foi a Bíblia que trouxe ao africano a dignidade de ser gente. A mensagem da Bíblia liberta o homem de todas as formas de pobreza: o não ter – pobreza material; o não saber – pobreza intelectual; o não poder – pobreza política; o não ser – pobreza ontológica. Ela leva o homem a descobrir-se como filho de Deus. E não há descoberta maior do que esta para a criatura humana. A Bíblia é o livro do cidadão. Do governante. Do vereador. Do prefeito. Do presidente. Do rei. É o livro do político que busca realizar efetivamente o bem do seu povo; não o bem pessoal, mas o bem da comunidade humana que lhe confiou o mandato. Dizia Lincoln: “Eu sou homem de um só livro: a Bíblia”. E que grande líder mundial foi Lincoln! Disse George Washington: “É impossível governar o mundo retamente sem Deus e sem a Bíblia”. Daí a relevância da Bíblia, porque o político luta pelo bem comum. O padre Antônio Vieira disse: “É a Escritura Sagrada um armazém, um arsenal divino onde se acham todas as armas. É uma oficina medicinal onde se acham todos os remédios, especialmente o remédio da doença cancerosa do brasileiro, que está no caráter”. O problema do Brasil não está na cabeça, na tecnologia, mas no caráter e o caráter só pode ser transformado pela graça do evangelho.

A Bíblia é a carta de deveres e direitos do cidadão. Nós estamos vivendo no século de reivindicação desses direitos. Todos levantam bandeiras de direitos, mas ninguém levanta bandeira de deveres. A Bíblia entende que a vida humana é como trânsito: tem sinal vermelho e verde. Um autor alemão disse que não existem direitos, mas deveres, porque o direito nada mais é do que o resultado de alguém haver cumprido o seu dever em relação a você. Se alguém para no sinal vermelho, você pode atravessar o sinal verde. Só que no Brasil temos que olhar para um lado e para o outro, porque não temos o hábito de respeitar rigorosamente as leis de trânsito. Não temos o hábito de respeitar as leis, por isso queremos colocar todos os nossos sonhos e ambições na Constituição, para ver se, por algum milagre, a constituição opera uma transformação da consciência brasileira. A mudança tem que ser de dentro para fora e só Jesus pode mudar.

Os políticos receberam um mandato através dos votos que lhes demos, mas nós recebemos a Escritura-mandato. Não um mandato temporário, mas permanente. Podemos encontrá-lo em Romanos 13:1-6, I Pedro 11 a 17, I Timóteo 2:1-2. Vejamos alguns deveres de cidadania: observância das leis, respeito às autoridades constituídas, permitidas por Deus para manterem a ordem social, cumprir e reconhecer o poder da polícia e a competência do exercício de justiça da parte do Estado. Como cidadãos temos o dever de pagar impostos. A Bíblia determina que usemos a nossa liberdade de maneira responsável. Em I Timóteo 2:1-2 lemos que devemos orar, interceder pelos governantes.

Se é verdade que a Bíblia é o livro do cidadão e por isso tem relevância política, é também o livro do político. O poder político é concedido por Deus através do voto de um povo que está sob a soberania de Deus. O mandato é um privilégio de Deus. Todo poder é uma delegação do Pai e toda delegação implica autoridade e responsabilidade não apenas perante a sociedade, mas também diante de Deus. O político é mordomo do poder político. O poder é algo que lhes é acrescentado.

Há duas palavras no grego para poder: uma é dinamis, capacidade de explosão, de produzir resultados; a outra é eksusia, ou seja, o que sai de dentro. A autoridade que os políticos exercem é eksusia, que sai de dentro da própria substância, autoridade que lhes foi conferida por Deus através do voto do seu povo. E dessa autoridade os políticos terão que prestar contas um dia.

“Ai dos que decretam leis injustas e dos escrivães que escrevem perversidade para prejudicar os pobres em juízo e para arrebatarem os direitos dos aflitos do meu povo, para despojarem as viúvas e para roubarem os órfãos.” Isaías 10. 1-2.

O livro do profeta Jeremias assemelha os políticos e os governantes a pastores, e a profecia de Jeremias diz: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.” Jeremias 23.1.

Os poderes constituídos para administração da justiça devem praticar a justiça. Não pode haver preferência na aplicação da justiça. Observe o que se lê em Levíticos 19.15,35 e 36.

O político e o governante hão de atentar para o pobre necessitado, para a justiça social. O Brasil é um escândalo para o mundo. A oitava potencia mundial é um dos países mais pobres do mundo. Nação rica, povo pobre. Paradoxos? Algo está errado. O que é que diz a Escritura? Deus não quer a pobreza. “Para que em ti não haja pobre” (Dt 15.14). Não é justo que mais de 70% da população brasileira viva com um salário mínimo inferior a 180 dólares por mês. É uma vergonha! E os que governam têm de atentar para essa hediondês, esta miséria. O pobre é criatura de Deus e Deus o ama e quer que ele tenha acesso a uma vida de dignidade. É o que vemos em Provérbios 14.31. Então, honra a Deus aquele que cuida das necessidades, da situação aflitiva de nossa terra, do bem comum.

A Bíblia também tem conselhos sobre como falar em público, como discutir (Provérbios 15.28). Quando você discutir, discuta ideias e não pessoas. “Não concordo com tal projeto, ou ideia, ou proposta” e não a afirmação: “Não concordo com fulano”, porque mencionar a pessoa é o mesmo que no futebol chutar a perna e não a bola. Ouça o que o outro tem a lhe dizer para depois responder. Deixe que a pessoa complete o seu pensamento. A primeira meia hora é de experimentação como numa luta de boxe.

Outra coisa importante que a Bíblia nos diz é que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Pode-se ter todo o conhecimento de ciência política do mundo, mas sem o temor do Senhor, sem o seu amor, o trabalho não será tratado com grandeza.

Voltemos nossa atenção para a Bíblia, para o livro de Deus, para o cidadão e para o político. Que não fiquemos a pensar que tudo é responsabilidade do estado, pois Jesus adverte: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Pr. Irland Pereira de Azevedo

Irland - Irland

O Deus das chances e das oportunidades

2 de Agosto de 2010 @ 22:26 por willeam Campelo

“Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Vinde, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, para que a iniqüidade não vos leve à perdição. Lançai de vós todas as vossas transgressões que cometestes contra mim; e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois, por que morrereis, ó casa de Israel, Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei.” ( Ez. 18:30-32)

O Deus que conheço é o Deus das oportunidades e da provisão para todas as necessidades. Ele torna tudo possível. Mesmo aquilo que consideramos não ser. Ele completa nossa vida em cada pequeno detalhe, mesmo aqueles que consideramos insignificantes para que se importe.

Tenho experimentado pessoalmente, em minha vida com Cristo, este Deus que se importa, que realiza sonhos e toma sobre Si nossos fardos, dores e feridas. Um Deus que me permite a liberdade de ser quem sou, dizer o que penso e decidir meus caminhos; mesmo quando isso contraria Sua vontade “boa, perfeita e agradável”.E quando minhas escolhas falharam e me senti desamparada, Ele não me abandonou. Suas mãos me ergueram e Seus braços me abrigaram, até que me recuperasse e pudesse refletir e retomar meu caminho com Ele, mais forte e mais consciente de que, mesmo quando não sinto, Deus está agindo; cumprindo em minha vida a promessa do Seu Filho, de estar comigo “todos os dias, até a consumação dos séculos”.Se você fez uma escolha errada que desagradou o Senhor, saiba que tudo tem conserto. Ele sempre nos recebe e seu amor é tão grande quanto sua capacidade de perdoar e apagar nossos pecados. Busque-o e experimente como eu, a ação do único Deus que se importa e nunca, nunca desiste de você.Com carinho.

Léa de Souza dos Reis ( leareis2008.blogspot.com)

L  a - L  a

Decálogo do voto ético

29 de Julho de 2010 @ 15:12 por willeam Campelo

I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município;

II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade noutra direção;

III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitará transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;

IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, representantes das correntes partidárias possam ser ouvidos sem preconceitos;

V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade;

VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão político-institucional. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político de fé evangélica tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um “despachante” de igrejas. Ao defender os direitos universais do homem, a democracia, o estado leigo, entre outras conquistas, o cristão estará defendendo a Igreja.

VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um evangélico político votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros “trocos”, ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem na prostituição da consciência cristã, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Jesus Cristo não aceitou ganhar os “reinos deste mundo” por quaisquer meios, Ele preferiu o caminho da cruz.

VIII. Os votos para Presidente da República e para cargos majoritários devem, sobretudo, basear-se em programas de governo, e no conjunto das forças partidárias por detrás de tais candidaturas que, no Brasil, são, em extremo, determinantes; não em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou: “O fulano vai fechar as igrejas”; ou: “O sicrano não vai dar nada para os evangélicos”; ou ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos”. É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos.

IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: “o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é compreensível que dê um “voto de confiança” a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo.Entretanto, é de bom alvitre considerar que ninguém atua sozinho, por melhor que seja o irmão, em questão, ele dificilmente transcenderá a agremiação política de que é membro, ou as forças políticas que o apoiem.

X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

- Aliança Evangélica Brasileira –
Fonte: http://batistas.com
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Aquilo você possui não é seu

28 de Julho de 2010 @ 04:26 por willeam Campelo

Deus criou todas as coisas e manteve a posse de tudo o que Ele criou. Ele nos confiou parte de sua criação, pois fomos feitos à Sua imagem. Por isso somos administradores… administradores de tudo que Deus tem nos dado. I Cor. 4:2 diz, “Ora, além disso o que se requer dos despenseiros (administradores) é cada um deles seja encontrado fiel.”

É importante compreender o papel do administrador. O administrador não tem direitos, apenas a responsabilidade de cuidar do que pertence a alguém. Por exemplo, se você por algum motivo fosse incapacitado e eu me tornasse administrador de sua propriedade, eu não teria nenhum direito em relação a seus bens, apenas a responsabilidade de cuidar deles. Se eu decidisse violar sua confiança e gerenciasse seus bens em meu favor, eu poderia ser julgado perante as autoridades por violar sua confiança.

A importância do nosso cargo como administradores e não donos é bem clara na Palavra de Deus, pois todos os outros princípios bíblicos sobre finanças partem deste princípio. Eu e você podemos ter os títulos de propriedade de carros e casas, então em termos terrenos nós possuímos estas coisas. Mas em termos eternos, tudo o que possuímos pertence a Deus. Nós não somos proprietários, somos administradores. Nós viemos ao mundo sem possuirmos nada, e partiremos com nada. Tudo o que possuímos neste intervalo é um presente confiado pelo Senhor para administrarmos.

Você tem sido um bom administrador do que Deus lhe tem confiado? Pense em algo que você possui e tem grande valor pra você. Como você se sente ao pensar que Deus é o dono e não você? Como isso lhe afetará?

Dick Towner
http://www.creio.com.br/2008Drick - Drick

Educando crianças emocionalmente inteligentes

26 de Julho de 2010 @ 11:05 por willeam Campelo

“Um guerreiro samurai, conta uma velha história japonesa, certa vez desafiou um mestre Zen a explicar o conceito de céu e inferno. Mas o monge respondeu-lhe com desprezo: - Não passas de um rústico… não vou desperdiçar meu tempo com gente da tua laia! Atacado na própria honra, o samurai teve um acesso de fúria e, sacando da bainha a espada, berrou: - Eu poderia matar-te por tua impertinência. - Isso – respondeu calmamente o monge – é o inferno. Espantado por ver a verdade no que o mestre dizia da cólera que o dominara, o samurai acalmou-se, embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo ao monge a intuição. - E isso – disse o monge – é o céu!“

A pequena história ilustra um dos indicadores da inteligência emocional: o domínio próprio, ou autocontrole, que os romanos chamavam de temperantia – temperança, a capacidade de conter os excessos emocionais, os impulsos.

Vivemos, hoje, em uma sociedade caracterizada pela competitividade, pelo exagero, pelo narcisismo, por uma realidade construída pela mídia na qual nos espelhamos, por meio da qual pautamos quase todo o nosso padrão de comportamento, deliberamos as nossas escolhamos, imitamos o modo de vestir, de falar, de educar nossos filhos e de viver.

A hiper-realidade criada pela mídia elevou ao máximo o mal-estar emocional, cujos indicadores são os elevados aumentos das taxas de crimes violentos, suicídio, drogas, desrespeito, degradação ambiental, desagregação familiar… As pessoas estão mudando. A infância e a juventude estão mudando. As emoções dominam a inteligência. Vive-se “um tempo em que excesso e vazio enfrentam-se num combate que gera autonomia, novas liberdades e produz, também, novos problemas, […] novas angústias […] e novas expectativas. Vive-se, portanto, o tempo dos efeitos especiais e da performance pura, da supervalorização e da amplificação do vazio. Falta-nos inteligência emocional.

Que é Inteligência Emocional:

São aptidões que incluem autocontrole, zelo e persistência, e a capacidade de nos motivar a nós mesmos. E essas aptidões, conforme o criador do termo, “podem ser ensinadas às crianças, proporcionando-lhes uma melhor oportunidade de empregar qualquer potencial intelectual que lhes tem há dado a loteria genética” (p. 12). É importante remarcar que o controle dos impulsos, ou o descontrole, tem a ver com a questão moral. As pessoas que estão à mercê dos impulsos sofrem de uma deficiência moral. Eis aí, talvez, o desenho claro da sociedade, hoje. E são as crianças as maiores vítimas: segundo o que os estudos da Psicologia, “a tendência mundial da geração atual é a de crianças emocionalmente perturbadas: mais solitária e deprimida, mais revoltada e rebelde, mais nervosa e propensa a preocupar-se, mais impulsiva e agressiva” (GOLEMAN, 1995, p.14). As crianças precisam receber, além da educação formal, na instituição escolar, a educação emocional, partilhada pela família e pela escola.

A questão é que o ser humano possui uma mente racional e uma mente emocional: a que pensa e a que sente. O senso comum chama a isso de “cabeça e coração”. O certo é que ambas precisam e devem ser educadas. E o que todos também precisam compreender é que a inteligência acadêmica caracterizada pelo acúmulo de conhecimento pouco tem a ver com a inteligência emocional. Pessoas muito inteligentes podem cometer atos impulsivos, motivadas pelas paixões, pela ira, ou mesmo pela melancolia, pelo descontrole emocional. Seu alto QI de nada lhe valeu, porque seu Quociente Emocional é muito baixo. Salovey fala de cinco domínios principais da inteligência emocional: autoconsciência, a capacidade de conhecer-se a si mesmo e de exercer o controle das emoções; lidar com as emoções, ou com os sentimentos, de modo a saberem se recuperar das perturbações da vida; motivar-se, o que leva a pessoa desempenhar melhor tudo que fazem; reconhecer emoções nos outros, é a empatia, a capacidade de “perceber” ou outro, de estar “em sintonia” com o outro; e, finalmente, lidar com relacionamentos, que nos capacita a lidar com as emoções do outro. Este outro deve ser, principalmente, o cônjuge e os filhos, com quem temos relacionamentos mais íntimos. Estes cinco domínios da inteligência emocional revelam a nossa capacidade humana. São elas que devem ser ensinadas desde cedo às crianças.

Por que educar emocionalmente as crianças

O que são emoções? Alguns teóricos organizam as emoções por agrupamentos. O mais comum desses agrupamentos são:

IRA: fúria, revolta, ressentimento, raiva, exasperação, indignação, vexame, aborrecimento, irritabilidade, hostilidade e, talvez, no extremo, ódio e violência patológicos;

TRISTEZA: sofrimento, mágoa, desânimo, desalento, melancolia, autopiedade, solidão, desamparo, desespero e, quando há patologia, severa depressão;

MEDO: ansiedade, apreensão, nervosismo, preocupação, inquietação, pavor, susto, terror, e, como psicopatologia, pânico e fobia;

PRAZER: felicidade, alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, satisfação, bom humor, euforia, êxtase, e, no extremo, mania;

AMOR: aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão, ágape; SURPRESA: choque, espanto, pasmo, maravilha;

NOJO: desprezo, desdém, antipatia, aversão, repugnância, repulsa;

VERGONHA: culpa, vexame, mágoa, remorso, humilhação, arrependimento, mortificação e contrição.

No convívio diário - em casa, na escola, ou na rua, as pessoas estão sempre expressando suas emoções. Com relação às crianças, sobretudo na fase da latência (4 aos nove anos), quando os impulsos mais violentos estão ainda “guardados”, é o momento para o exercício da educação emocional. Isto exige dos professores e dos pais, o preparo e a prática da inteligência emocional.

Pais e educadores devem antes, portanto, ser coerentes ao ensinarem as crianças. Elas apreendem muitas vezes mais pelo exemplo, do que pelas palavras. É preciso evitar o farisaísmo do “faça o que digo, não faço o que faço”. O educador Paulo Freire, ao afirmar que ensinar exige ética, nos ensina o seguinte: “não é possível pensar os seres humanos longe, sequer, da ética, quanto mais fora dela. Estar longe, ou pior, fora da ética, entre nós, mulheres e homens, é uma transgressão. É por isso que transformar a prática educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando” (FREIRE, 1996, p. 33).

Alguns pais e mães, e também professores sabem o que é certo para as crianças, mas não conseguem sair do plano intelectual (teórico) para a prática. Talvez até porque eles mesmos precisam ser coerentes entre o que ensinam e o que vivem. No caso dos pais, não adianta repreender os filhos pelo uso inadequado da linguagem, se eles mesmos descuidam dessa parte. É inútil advertir sobre os perigos do fumo e das bebidas ou das drogas se eles mesmos fazem uso de uma dessas substâncias. Não há como repreender um filho “pego na mentira”, se os pais deixam de cumprir uma promessa feita a eles. É improdutivo repreender sobre atitudes desonestas, se os pais acham “normal” fazer uso de “caixa dois”, transportar para casa algum material da empresa ou da repartição pública onde trabalha para seu uso pessoal. É contraditório ensinar ao filho ter “fé em Deus”, se vez por outra fazem uma “fezinha” na loteria. É incoerente quando pais emocionalmente descontrolados e violentos “disciplinam” seus filhos por uma agressividade cometida. Ou exigem deles lealdade, quando seus filhos suspeitam ou até sabem da infidelidade dos seus pais… A lista é longa e por isso mesmo a Bíblia adverte: “Pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (carta aos Efésios 6:4).

O equilíbrio das emoções é necessário à convivência familiar, capaz de produzir crianças emocionalmente saudáveis. D. W. Winnicott, psicólogo clínico mundialmente conhecido, inclusive por educadores,, afirma: […] quando uma família permanece íntegra e tem de si algo em desenvolvimento, durante certo tempo, cada criança extrai benefícios daí: pode ver-se na atitude de cada um dos membros ou na atitude da família como um todo. Podemos incluir nisso tudo […] as oportunidades que a criança tem de ver os pais e demais pessoas, olhando-se a si mesma. Com isso, poderíamos expressar a contribuição que uma família pode realizar no sentido do crescimento e enriquecimento da personalidade de cada um de seus membros (1975, p. 161, 162).

Conclusão:

Gabriel Chalita afirma com propriedade que a família é essencial para que a criança ganhe confiança, para que se sinta valorizada, para que se sinta assistida (2001, p.26). A responsabilidade de educar o filho, devidamente partilhada pelo pai e pela mãe torna-se mais leve para os dois e mais seguro para as crianças. A escola, por sua vez, acaba sendo a extensão da casa, ou o lugar onde muitas vezes emoções reprimidas no lar se extravasam. Os pais, principalmente, diz Chalita: devem ser firmes com os filhos, não devem fazer tudo o que a criança quer, devem estabelecer valores como certo/errado, corrigir sem raiva e evitar fazer isto na presença de estranhos, não passar a mão na cabeça quando a criança comete um erro, não fazer promessas que não podem cumprir, responder sempre a pergunta que a criança fizer, não dizer a elas que não conseguem controlá-las, que suas expressões ou aspirações são bobas, não apontar continuamente seus defeitos, mas incentivá-las quando apresentarem o desejo de aprender e, finalmente, não esquecer que as crianças são pessoas que têm personalidade (p. 28-30).

A Bíblia ensina que o essencial para a vida emocionalmente equilibrada é resultado também da relação com Deus, e afirma que esse resultado se manifesta através de atitudes como “[…] amor, alegria, paz… bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. E finaliza: Contra estas coisas não há lei (Carta aos Gálatas,5:22-23). Eis aí, na linguagem bíblica, a verdadeira Inteligência Emocional. Instrui a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele (Provérbios 22:6).

Jovelina Maria dos Reis

Profª. do Deptº de Comunicação da UFMA

Presença de Deus no lar

23 de Julho de 2010 @ 10:47 por willeam Campelo

Na história do cristianismo existem personagens que eu realmente gostaria de conhecer.

Isso me faz lembrar dos tempos, quando adolescente, na Igreja Batista 22 de Novembro, em Niterói. Havia naquela época o Conjunto Independência e Vida, formado por homens e mulheres. Lembro-me que sempre cantava aquele hino “primeiro quero ver meu Salvador”.

Quando no céu chegar, se houver base teológica para tal afirmação, depois de conhecer meu Salvador, gostaria de conhecer, além de alguns personagens bíblicos, pessoas como Lutero, Moody e o irmão Lawrence.

Irmão Lawrence foi um monge francês (1614-1691), da Ordem Carmelita. Sua grande contribuição para a história do cristianismo foi mostrar que praticar a presença de Deus era algo que se devia buscar nos pequenos afazeres, nas pequenas decisões, desde uma oração propriamente dita, até mesmo uma simples caminhada, o catar de um graveto no chão ou mesmo cozinhar. Irmão Laurence era cozinheiro de seu mosteiro.

Enquanto passava o dia na cozinha de seu mosteiro, esfregando as panelas, Irmão Lawrence transformava aquele serviço cansativo, monótono e sujo (as cozinhas daquela época não eram como as que vemos nos programas de televisão) numa prática da presença de Deus. Enquanto esfregava as grandes panelas ele orava pedindo para que Deus limpasse sua vida de toda a sujeira do pecado. Enquanto colocava as panelas em ordem, ele pedia a Deus que colocasse em ordem aquilo que estava fora de lugar em sua vida.

Irmão Lawrence nos ensinou que praticar a presença de Deus não precisar ser necessariamente num templo, mas que pode ser feito através das coisas mais simples que fazemos.

Uma mãe pode praticar a presença de Deus quando ao passar a roupa da escola do filho ora pela vida acadêmica, pelos professores, pelas amizades que o filho desenvolve no ambiente escolar.

Quando um pai pega seu filho no colo, pode praticar a presença de Deus pedindo para que o próprio Deus, nosso Pai Eterno, sempre esteja com suas mãos estendidas para nos proteger e nos amparar.

Quando tomamos banho, podemos praticar a presença de Deus, orando para que Deus nos limpe das sujeiras que se ficam escondidas no nosso coração.

Quando varremos a casa, podemos praticar a presença de Deus orando para que o sangue de Jesus purifique nosso lar das impurezas que todos os dias os meios de comunicação tentam despejar sobre nossa família.

Quando uma esposa passa a roupa de seu marido pode praticar a presença de Deus orando para que seu esposo seja um homem honesto.

Quando um marido participa dos afazeres domésticos pode praticar a presença de Deus orando para que aja união na família.
Praticar a presença de Deus, como escreveu Irmão Lawrence, é um exercício da vontade, é fazer Deus presente em todos os momentos de nossa vida.

Se seguirmos o exemplo de Irmão Lawrence, seremos pessoas mais felizes.

Certa vez perguntaram ao Irmão Lawrence: “Como pode permanecer tão sereno e feliz enquanto passa os dias sozinho, cumprindo uma tarefa como essa?”. Irmão Lawrence respondeu: “Eu pratico a presença de Deus”. “O tempo do trabalho”, ele dizia, “não me é diferente do tempo da oração; e tanto no barulho e estardalhaço da minha cozinha, enquanto várias pessoas estão gritando ao mesmo tempo por coisas diferentes, eu possuo a Deus em grande tranquilidade como se estivesse de joelhos diante do Santíssimo Sacramento.”

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