Jovens santificados fazendo a obra num mundo pós-moderno

4 de Março de 2010 @ 15:19 por willeam Campelo

O tema é oportuno porque os jovens são uma força na vida da igreja, mas desmobilizada. Sua energia está sendo canalizada para o louvor, que muitas vezes é mero entretenimento, e não para o testemunho transformador da sociedade. Por isso, santificação é um tema extremamente necessário de se abordar.

Jovens cristãos devem ser santos sempre, e em qualquer cultura. O Novo Testamento faz apenas uma referência a eles. Está em 1João 2.14, e alude, em termos gerais, à santidade, embora não a citando: “(…) Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e já vencestes o Maligno”. Os jovens do tempo de João eram fortes, tinham a palavra de Deus permanente neles e venciam o Maligno. Isto é resultado de uma vida santificada. Não sei de quantos jovens se diria isto hoje.

Santidade é vital para a igreja hoje. No escândalo de corrupção no Distrito Federal, uma deputada evangélica aparece em uma das gravações embolsando sua propina e saindo lampeira da sala. Até uma oração de gratidão feita por um evangélico, agradecendo o dinheiro desonesto foi gravada e revelada. Muito triste! A igreja perdeu o rumo porque perdeu os valores, perdeu a Bíblia, perdeu a teologia sadia e vive em função de prosperidade e de louvor, entendido como festa. Acabou perdendo a identidade, e vive como o mundo. O estado da igreja é deplorável, e só ela não vê. Ando perplexo com a falta de rumo de igrejas inteiras, de pastores, de dirigentes de culto. Serei honesto: tenho vergonha do nome “evangélico”. A igreja evangélica é mundana. E mundanismo não é beber, fumar, rapaz usar brinco. É ter a cultura do mundo. Em boa parte das vezes, não há diferença entre a maneira como crentes e incrédulos vivem. Muitos membros de igreja não sabem o que é ser igreja, nem a sua responsabilidade como cristãos. Para eles, vida cristã é ir a um prédio e cantar corinhos sob o som absurdamente alto de alguns instrumentos, e voltar para casa. Nós não marcamos o mundo. Não deixamos diretrizes para o mundo, com nossa conduta. Não temos um viver que apaixone o mundo pelo nosso estilo de vida.

Não varro as coisas para baixo do tapete. Todas as vezes que o nome “evangélico” aparece na mídia está ligado a um escândalo. Nunca antes, na história deste país, houve uma corrupção tão cínica. E os evangélicos também têm sido corruptos. Já fomos tidos como gente séria. Hoje, não. O nome que se levou mais de um século sendo construído com dificuldade foi jogado na lama. Precisamos de gente séria, honesta, íntegra, mais interessada em viver o evangelho e servir a Deus do que ser abençoada e prosperar. Precisamos mais de servos que de adoradores. Cultos barulhentos não significam espiritualidade, e mascaram a doença da igreja.

Talvez eu desagrade, mas não me preocupo em agradar e fidelizar clientela. A igreja evangélica no Brasil está doente. Precisa de um tratamento sério, que começa com consciência de pecado, arrependimento, confissão e pedido de perdão. Aí será santa. A igreja precisa chorar seus pecados, antes de celebrar.

Serei fiel ao tema. Falei do estado espiritual da igreja porque precisamos de santificação e está na hora dos jovens terem uma postura mais envolvente com a igreja, não só em louvor, que tem sido sua reserva de mercado dos jovens, ao seu estilo musical, e pensarem em levantar a igreja do estado espiritual em que ela se encontra. Mas trato agora das marcas mais notáveis da cultura pós-moderna, para nos situarmos melhor. Depois ajuntarei as pontas.

PÓS-MODERNIDADE, O QUE É ISSO?

Pós-modernidade é uma atitude intelectual que se expressa numa série de expressões culturais que negam os ideais, princípios e valores que constituem o suporte da cultura ocidental moderna. É a época em que vivemos, um modismo, mas é o que rege nossa cultura.

AS MARCAS DA CULTURA MODERNA, A NOSSA ÉPOCA

Mas nós somos modernos. Conheçamos um pouco da modernidade, o contexto em que ainda vivemos. Perguntará alguém: “Se a modernidade está cedendo lugar à pós-modernidade, por que gastar tempo com ela?”. Porque é o ambiente em que fomos educados. Segundo, porque é a nossa visão. Terceiro, porque a pós-modernidade é uma reação a ela e se conhece bem a reação quando se conhece a ação. Quarto, porque a pós-modernidade é um modismo cultural.

A modernidade é produto de quatro revoluções (1): científica, política, cultural e a técnica. Podem ser fundidas na análise, comentando juntas a científico e a técnica.

A revolução científico-técnica mudou a vida do homem. O homem primitivo sacralizava a natureza (como a umbanda faz). Havia uma divindade para cada fenômeno cósmico e geológico, como chuva, seca, eclipse, terremoto. Era um mundo fatalista. Guilherme de Ockham (c. de 1350) foi quem criou grande desconfiança em relação às verdades de seu tempo e acendeu o estopim para o deslanche do conhecimento humano.

O Renascimento redescobriu as culturas grega e romana e deu Ocidente as condições de valorização do homem, tornando-o o centro do mundo. A Igreja, que detinha o poder e o saber, começou a ser questionada e a capacidade humana começou a ser afirmada. Era o cansaço com o fatalismo medieval. Galileu Galilei (c. de 1540) ampliou a questão. Ele desafiou o conhecimento anterior, firmemente estabelecido, ao negar que duas bolas de peso diferente cairiam em velocidades diferentes (2). Segundo ele, cairiam juntas, ao mesmo tempo. Parece uma questão banal, aparentemente irrelevante. Mas, segundo Whitehead, “desde o nascimento de Cristo, jamais tão grande coisa produziu tão pequeno ruído” (3). Subindo ao alto da Torre de Pisa, ele lançou duas bolas de pesos diferentes e elas caíram juntas. Banal, não é? Mas esta atitude é tida como o início do pensamento científico: Don’t tell me; show me (“Não me diga, mostre-me”). Não é que o se diz, mas o que se pode provar. Antes dele, a autoridade não era questionada. Ele questionou o saber constituído e criou a cultura moderna, a cultura em que a verdade não é questão de autoridade, mas de comprovação. Com esta atitude de Galileu nasce a modernidade: não é o que a Igreja ou Aristóteles (cuja autoridade era indiscutível) diziam, mas o que se pode provar. Para se entender isto, veja um trecho de livro de Umberto Eco, com as palavras do Pe. Emanuele, numa criação do autor, mostrando o choque entre a Igreja e Galileu:

Já deves ter ouvido falar daquele Astrônomo florentino que para explicar o Universo usou o telescópio, hypérbole dos olhos, e com o telescópio viu aquilo que os olhos somente imaginavam. Tenho em alta conta os Instrumentos Mechanicos usados para entender, como se costuma dizer hoje, a Cousa Extensa. Mas, pra entender a Cousa Pensante ou a nossa maneira de conhecer o Mundo, não podemos senão usar outro telescópio, o mesmo já utilizado por Aristóteles, e que não é tubo nem lente, mas Trama de Palavras, Idéia Perspicaz, porque é apenas o dom da Artificiosa Eloqüência, que nos permite entender este Universo (4).

A mente do pré-moderno era condicionada pelo peso da autoridade. Quando Galileu disse que o Sol tinha manchas, isto causou uma grande celeuma. O Sol não podia ter manchas. Era o astro-rei, um símbolo de Cristo. Um padre, escrevendo a outro, comentou: “Não se preocupe, isto não é verdade. Li Aristóteles todo, por três vezes, ele não faz referências alguma a manchas no Sol”. O mundo pré-moderno era dominado pelo obscurantismo. Não se podia pensar, mas apenas repetir o que já fora dito. O homem moderno crê no que se pode provar, não no que se alega. Esta é a nossa cultura, a das provas, a das evidências. Esta é a revolução científica: crer no que se pode provar. Mais uma vez, cito Kilpatrick: Se o mundo moderno possui alguma superioridade, não é graças ao poder da dialética, mas sim ao princípio que Galileu introduziu ao demonstrar que o pensamento, para ser aceitável, precisa ser comprovado em suas conseqüências práticas (5).

A ciência pede provas. A autoridade como ponto final de argumentação morreu. A Ciência deixou de ser subordinada à Filosofia e ficou subordinada à Matemática e à Física. Tornou-se precisa e não mais especulativa, e autônoma da Igreja. Lembrem do filme “O Nome da Rosa”, da obra do mesmo nome de Umberto Eco. O discurso do bibliotecário Jorge, após se desencadear o processo de inquisição no convento, é claro: a função do convento é reproduzir a cultura existente e não pesquisar e descobrir coisas novas. A crítica contra William de Baskerville, interpretado por Sean Connery, é por ele não aceitar a autoridade do inquisidor, estando este errado. William está certo, mas deve ceder diante da autoridade do inquisidor. Naquela cultura, a autoridade triunfava sobre a verdade. Esta foi a cultura pré-científica, pré-iluminista e pré-Galileu.

A revolução industrial mudou os hábitos humanos para sempre. A máquina começou a substituir o homem. A produção deixou de ser em nível de subsistência e se tornou objeto de consumo. Surgiram o capitalismo e a burguesia. O feudalismo começou a declinar. O lucro se tornou o alvo maior da vida. Surgiu a idéia da propriedade privada, substituindo a idéia de que o Estado e a Igreja eram senhores da terra e da vida das pessoas. O quantitativo, o mensurável, o que pode ser expresso em linguagem matemática tornaram-se o fundamental no trabalho e na vida. O conhecimento tornou-se avaliado em termos de utilidade. Até as pesquisas científicas são medidas em termo de lucro. A pergunta não é mais a do saber descompromissado, “o que é?”, mas sim a do saber utilitário “para que serve?” e “quanto rende?”.

A tecnologia voltou-se para a microeletrônica e começou a corrida para superar os adversários. A robotização elimina empregos e o mercado mundial se tornou dominado por grandes conglomerados econômicos.

A revolução cultural foi gerada pelo Iluminismo, que Kant definiu como “a maturidade da humanidade”. A razão humana era a nossa faculdade mais importante. O Iluminismo surgiu, como diz Valle, “em torno da idéia de progresso da humanidade através do uso da razão, ou mais exatamente, da razão empírico-analítica” (6). Ou seja, como produto do pensamento de Galileu e de Newton. E produziu o “século das luzes”. É preciso falar um pouco do Iluminismo. Vamos defini-lo:

Foi um movimento político, cultural e filosófico. Autores iluministas, como Voltaire, Diderot, Rousseau e Montesquieu defendiam a lógica e o raciocínio como base do conhecimento da natureza, do progresso e da compreensão entre os homens… A ciência ocupava-se em desvendar os mistérios do mundo. Aplicando-se o raciocínio e à lógica, qualquer desses mistérios acabava por vir à luz. Veio daí a denominação Século das Luzes, como ficou conhecido esse período (7) .

Sua crença, bastante ingênua, era de que o conhecimento é exato, objetivo e intrinsecamente bom. O progresso era inevitável e a ciência e a educação nos trariam o milênio. Isto seria a redenção da humanidade. Victor Hugo assim se expressou: “O homem pode dizer sem mentira: reconquisto o Éden e termino a Torre de Babel. Nada existe sem mim. A natureza não faz mais que ensaiar e eu termino a obra. Terra: eu sou teu rei.” (8)

O Renascimento descobriu valores culturais e o Iluminismo os divulgou. O homem se tornou senhor do mundo. Sua bondade inerente foi estabelecida. O progresso se alastrou, e a educação e a ciência se tornaram mais comuns, o que explica esta visão romântica. Caminhávamos para o paraíso terreno. O Iluminismo e o newtonianismo criaram uma visão mecanicista do mundo, que passou a ser visto como um relógio, explicado pela Matemática: as leis do universo podiam ser observadas e entendidas. O mundo podia ser compreendido e explicado pela Matemática, por leis fixas e imutáveis. Nesta interpretação cultural, Deus se tornou o Relojoeiro que deu corda ao mundo e se ausentou. Mais tarde, o Relojoeiro passou a ser desnecessário. O relógio podia ser bem administrado pelos seus usuários e ele mesmo passou a ser explicado como um acaso, produto das leis naturais.

O saber se tornou fragmentado, surgindo a especialização. A Medicina é um exemplo. O clínico geral cede cada vez mais espaço para o oftalmologista, o pneumatologista, o ortopedista que cuida do pé direito e o ortopedista que cuida do pé esquerdo. Na área social também sucedeu algo semelhante: ter uma visão global do mundo se tornou cada vez mais difícil. Com isso, o mundo se tornou mais complexo e ininteligível, em seu aspecto não físico. Mas conferiu uma aura de especialista infalível ao homem das ciências. O homem de ciências passa a fazer afirmações teológicas, sem qualquer lastro filosófico. Antigamente o homem vestido de preto, o sacerdote, era respeitado por deter o poder. Hoje é o homem de avental branco. Ele sabe e os outros não sabem. A Teologia e o saber filosófico se tornaram irrelevantes, cedendo lugar para a técnica e passamos a ter um mundo cada vez mais sem alma e sem sensibilidade.

A modernidade compreende o processo de secularização da cultura ocidental (a cultura oriental está engessada há séculos). A pós-modernidade é o abandono da própria cultura. O que vale é o agora. O traço mais forte da modernidade era a crença de que o mundo e o homem poderiam ser explicados pela razão. A pós-modernidade tem como traço mais forte o desinteresse em explicar tanto o homem como o mundo. Viva a vida!

Nossa época é produto de uma série de acontecimentos históricos que se conjugaram e a produziram. Quais as conseqüências disso? A revolução industrial trouxe benefícios incalculáveis, como a popularização de bens de consumo, mas trouxe alguns problemas muito sérios que nos afetam. Entre eles podemos citar:

1º) O lucro como motor essencial do progresso – Há aspectos positivos aqui, mas os negativos avultam. O valor de qualquer bem, investimento ou produto é medido pelo lucro. Isso desumanizou nossa época. As pessoas não são o valor último. Veja-se o caso dos planos de saúde, que cobram taxas elevadas, mas enchem os contratos de cláusulas-armadilhas que ludibriam o consumidor. Se o que o cliente precisa trouxer prejuízo para a empresa de saúde, ele vai ficar na mão. A Ciência mesma ficou presa do lucro, muitas vezes. Disse-me um amigo, professor em universidades de Odontologia, inclusive do Exterior, em uma conversa sobre vacina contra a cárie, que esta não seria interessante, do ponto de vista econômico. Que, se viesse a ser descoberta, seria mais interessante que fosse descartada. Vinte anos atrás, outro amigo, profissional da área petrolífera, comentou que já havia um substituto para o petróleo, em forma de pastilha que se dissolveria em um recipiente, produzindo um gás que funcionaria como combustível, mas que o projeto fora engavetado. O que aconteceria com as companhias petrolíferas, com os milhões em ações, com os países produtores de petróleo e que vivem apenas de sua venda? O que aconteceria no Oriente Médio, que já é um caldeirão turbulento?

2º) A concorrência passou a ser a lei suprema da economia – Isto é bom porque estabelece o domínio da competência. Mas trouxe problemas. Uma espécie de canibalismo econômico se estabeleceu nas relações empresariais. A cooperação visando o bem comum da humanidade é uma utopia. O homem não é mais o fim da ciência ou da economia. É apenas consumidor. O valor das pessoas está na sua capacidade de produção e na possibilidade do seu consumo. A dignidade intrínseca do ser humano é secundária.

3º) A propriedade privada é um direito absoluto – Quando surgiu, foi uma grande novidade. As terras e os bens não eram da Igreja ou dos nobres. Poderiam ser compradas e não poderiam ser tomadas, sem mais nem menos, por estes dois. Seu domínio deixou de ser natural e passou a ser legal. Mas muitos dos explorados tornaram-se exploradores. Assim, o latifúndio da nobreza e da Igreja se tornou latifúndio da classe burguesa que surgiu. Quem tem dinheiro faz mais dinheiro. “Dinheiro chama dinheiro” é uma frase comum no cenário capitalista. Quem não tem, infelizmente, aplica-se a ele, sem fazer exegese bíblica, as palavras de Jesus, “até o que tem lhe será tirado”. O resultado é que há hoje mais exploradores que no passado.

4º) O quantificável se tornou o mais importante em nossa cultura. O que se mede tem valor. O que não se pode quantificar passou a ser irrelevante. Valores sérios do passado, valores espirituais e morais, perderam o significado. A mentalidade pragmática e utilitarista tomou foros de padrão. Vivemos sob o signo da eficácia, do lucro e da quantificação. Quanto você desconta para INSS? Quanto receberá ao se aposentar? Velho não é produtivo. É tolerado, portanto. O valor do ser humano reside em sua força de trabalho, em sua capacidade de produzir para as forças dominantes, sejam as empresas, seja o Estado, sejam as igrejas (igreja não quer pastor velho).

5º) Filosofia, arte, poesia, literatura, essas coisas não têm valor em nosso tempo. Não se come flor. Poesia não faz cirurgia. O que tem valor é a informática, a técnica. Essa desvalorização do humano em detrimento das idéias e das técnicas se vê na história recente do Brasil, palco de experiências econômicas desastradas feitas por técnicos da área. Sem exceção, em todos os planos econômicos dos governos recentes, o Estado ganhou e o povo perdeu.

A revolução industrial, de tantos benefícios, desumanizou a sociedade. Coisificou o homem. E idolatrou a máquina. Uma frase do pensador austríaco, Karl Kraus, cabe bem aqui: “As máquinas estão se tornando cada vez mais complicadas e os cérebros cada vez mais primitivos” 9 . Mais poder e mais valor às máquinas e menos valor ao humano.

A revolução cultural trouxe o processo de secularização. Isto merece consideração especial de nossa parte porque nos afeta. Foi o golpe mais duro desferido ao campo religioso. Baniu a religião para um canto, tirando-a da vida real. As afirmações teológicas não podem ser verificadas, pertencem ao domínio da opinião e não ao da prova. Tudo passou a ser explicado cientificamente e ficamos sem espaço para conceitos religiosos. Orar para chover? Mas a chuva é conseqüência de causas naturais e não de oração!

A Igreja deixou de ser a detentora de poder e se tornou um recanto de vivência pessoal. A religião passou a ser intimizada, vivida em nível de sensações e sentimentos, e não mais vivida em nível de história, de fazer acontecer. E um dos problemas mais sérios da intimização da fé é a diminuição da ética, tanto a de aspecto moral quanto a de aspecto social. A religião perde sua objetividade e se torna matéria de sentimentos. Assim, ela perda a ética, o que é lamentável. Responde pelo quadro de desmoralização que vemos agora.

A secularização minimizou e ridicularizou a religiosidade, mas não a baniu da vida humana. Dotado de uma centelha espiritual, criado à imagem e semelhança de Deus, o homem sentiu falta do sagrado. Assim, a religiosidade se vingou da secularização, retornando, até mesmo de maneira agressiva, em forma de superstições grosseiras como cristais, pirâmides, gnomos, numerologia, florais de Bach, etc. São duas conseqüências danosas para a fé crista. De um lado, sua contestação veemente, porque a fé cristã pretende ser uma cosmovisão (e só pode ser vista como uma cosmovisão) e no secularismo não há espaço para tal. De outro, um avanço extraordinário do paganismo passado, retornando com o aval da ciência, que não pode tolerar uma cosmovisão. A fé cristã se vê acuada entre dois inimigos. Um que a declara retrógrada. Outro, retrógrado, que busca se impor sobre ela com foros de antigüidade e de sabedoria dos ancestrais, como se a fé cristã tivesse nascido ontem.

Assim, o individualismo tomou corpo e afugentou as preocupações sociais. Isso se vê até no ambiente evangélico. Os anos sessentas foram de discussões sobre a ação social das igrejas. Havia uma preocupação com a pobreza e com a política. A ênfase dominante hoje é dada pela teologia da prosperidade. As pessoas estão preocupadas com cura, saúde, riqueza, resolução dos seus problemas e pouco com a transformação do mundo. Para se trabalhar com os jovens é preciso ter isto em mente. Os cinqüentões podem, sem maldade, mas objetivamente, comparar a mocidade de sua época e a de hoje. No passado havia preocupação social. Minha geração foi às ruas protestar contra o regime militar, apanhou do Exército, queria transformar o mundo, enamorou-se do comunismo porque via nexo no que ele dizia. O comunismo foi a maior frustração da geração moderna. Em vez de criar riqueza, criou miséria. Em vez de trazer liberdade, criou um dos sistemas mais repressivos que a humanidade conheceu. Só mesmo a cegueira ideológica para não reconhecer isto. A geração de hoje é sem ideais, é a chamada geração shopping, cuja preocupação é o consumo, o tênis da moda, a camisa da grife badalada e a freqüência às lanchonetes de nomes americanos para a famosa sucata alimentar: sanduíche e refrigerante. É uma geração que quer coisas e não é idealista. Que pensa localmente em vez de globalmente. É economicamente rica, com mais bens e posses que a minha, mas de conteúdo muito pobre. Uma geração obesa de corpo, pelo excesso alimentar, e esquelética de conteúdo, pela falta de sentido. Quando se perdem os ideais, a vida se empobrece.

Em termos de culto, de vida na igreja, podemos dizer o seguinte: as pessoas irão por um mês a uma corrente de cultos para receberem riquezas, mas não terão ânimo para uma vigília de oração para conversão dos perdidos. A igreja evangélica se tornou pós-moderna e se preocupa mais consigo mesma. Aliás, é na igreja que vocês precisam começar a testemunhar. Ela está cheia de pós-modernos que não entenderam o evangelho.

A CULTURA PÓS-MODERNA

Caminhemos um pouco pela pós-modernidade. Alistemos algumas de suas características. Muitos adolescentes e jovens de nossas igrejas as trazem consigo. E elas afetam, nosso testemunho de Jesus Cristo.

1º) O colapso das crenças. Há uma descrença geral com o conhecimento, seja a educação, seja a cultura afirmada. Há desinteresse pela herança passada. Tudo é visto como não funcional, como não resultável, não produtor de bons resultados. Junto com o colapso vem a contestação. A pessoa é contra tudo. E voltando à questão das crenças: não há um conjunto de valores. O que se faz é desmantelar as regras e as estruturas.

2º) A busca do novo e exótico. Uma música espanhola ilustra isso bem: “Cada noite um rolo novo. Ontem o ioga, o tarô, a meditação. Hoje o álcool e a droga. Amanhã a aeróbica e a reencarnação” (Cómo decirte, como cóntarte). Normalmente as novidades são contra o estabelecido, e as drogas, muito mais. A mídia cria mitos e conceitos e projeta o que é contra os estabelecido. Um exemplo é a exaltação do Islã em novela recente, da Globo. Enquanto isso, os evangélicos são ridicularizados. Esta atitude surge por causa dos dois itens seguintes.

3º) A descrença nas instituições. As instituições sociais falharam em prover um mundo melhor. Os governos, a família, a escola, todos falharam. O jovem não crê na declaração romântica do educador de que está formando mente e educando para o futuro. Não vê o professor encarar a profissão como um sacerdócio, mas como um ganha-pão. Não vê a escola como um lugar agradável nem crê no seu discurso de que estudando a pessoa pode ter oportunidades. Há milhares com diploma na mão e subempregados. Também não crê nas igrejas porque os escândalos são muitos. A igreja deste milênio não produz homens e mulheres santos, mas pessoas preocupadas com dinheiro. O vulto mais importante que a igreja evangélica dos anos sessentas legou à humanidade foi o pastor batista Martin Luther King Jr, Prêmio Nobel da Paz. A igreja evangélica dos anos oitentas deu ao mundo o bispo anglicano Desmond Tutu, que também recebeu o Prêmio Nobel da Paz. A igreja evangélica deste milênio é mais conhecida por Edir Macedo e o casal Hernandez. Para o pós-moderno, os governos não são honestos nem a classe política é íntegra. A família é um inferno na sua vida doméstica cotidiana. Isso se vê na legião de meninos de rua que fogem de casa e preferem um estilo de mendicância, melhor do que têm em casa. A autoridade não é bem vista. É sinônimo de opressão. As pessoas desejam ser livres. É o desdobramento do existencialismo, como mostrou um filme dos anos sessentas, Cada um vive como quer. As pessoas são donas de suas vidas, sem convenções, sem compromissos e sem autoridade. Um problema é que as igrejas evangélicas são, hoje, mais instituição do que comunhão. Dá mais valor ao aspecto institucional e uma à ordem e à lei do que à vida. Os regulamentos falam mais alto que a celebração da vida.

4º) A necessidade de escandalizar. É uma forma de agredir e de se defender. Escandalizam com a conduta, com a recusa às regras, na indumentária e no visual. A maneira de vestir mostra desleixo e até falta de asseio: aquela calça com cintura no meio das nádegas, e uma cueca encardida aparecendo. Gasta-se muito para se comprar uma roupa rasgada. Vestir-se como mendigo é estar na moda. O pós-moderno rejeita padrões. É gente que não se veste, apenas se cobre. É aquela bermuda que não se sabe se é uma calça comprida do irmão menor, porque ficou no meio da canela, ou se é uma bermuda do irmão maior porque ficou pouco acima do tornozelo. Todo mundo é igual: o boné virado para trás, um tênis encardido no pé e uma blusa de frio amarrada na cintura, e um andar de orangotango. Isto porque querem ser diferentes. Copiam-se uns ao outros na sua diferenciação. Julgam-se diferentes, mas são clones uns dos outros.

5º) Um estilo individualista, hedonista e narcisista. O pós-moderno é individualista, embora viva em “tribos”. Vive sua existência. Não se espere dele patriotismo ou idealismo. É hedonista, vivendo em função do prazer, não necessariamente sexual, mas buscando o agradável. É narcisista, no sentido de olhar mais para si que para o mundo. Esta é uma perspectiva da cultura pós-moderna. O social e outro são irrelevantes. O que vale é o próprio indivíduo.

6º) A falta de uma cosmovisão. “Cosmovisão” são os óculos pelos quais lemos o mundo. O pós-moderno não tem uma cosmovisão nem mesmo posturas coerentes. É a pessoa que nega a existência de Deus, mas que crê em energia vinda de um cristal. Nega a historicidade de Jesus, mas crê em duendes. Agem assim porque as cosmovisões são explicações globais do mundo, trazem respostas cabais e últimas. “Nenhuma certeza pode ser imposta a ninguém”, diz o pós-moderno. Recusando uma cosmovisão, uma visão integrada, as pessoas fazem uma crença tipo picadinho. Tudo está bom, tudo está certo. Ao mesmo tempo, isto não faz diferença. Cada um faz sua crença e sua religião. O valor último é a própria pessoa. Foi isto que Raul Seixas cantou: “Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, tudo”. As pessoas não têm mais uma visão determinada do mundo.

7º) A perda do sentido de história. Não existe uma história unificada, produto da visão cristã que impregnou o Ocidente e lhe deu rumo. Há acontecimentos isolados, histórias de pessoas que se cruzam entre si, sem nexo, sem ligação. Não existe uma visão global da vida. Existe uma visão fragmentária. Pensa-se no hoje, no agora. Perdeu-se a visão de um passado, um presente e um futuro integrados. O pós-moderno opta pelo efêmero, pelo modismo, pelo fragmentário, pelo descontínuo. Com isto, a vida não tem sentido histórico nem dimensão linear. É para ser vivida agora, numa dimensão pontilear. Boa parte das pessoas pensa no aqui e agora, sem plano nenhum para o futuro. Não existe um amanhã, só o hoje.

8º) A substituição da ética pela estética. O dever cede lugar ao querer. As escolhas são privadas e não mais ligadas à sociedade. O negócio é viver e desfrutar o que se gosta. Nada de responsabilidade. O negócio é experimentar sensações, cada vez mais fortes e dinâmicas. Sem sentimento de culpa ou de valores. Viver é fazer o que agrada. Em outras palavras: ninguém tem nada com a minha vida.

9º) A crise de pertença, ou seja, a necessidade de pertencer a alguma coisa, se tornou mais aguda, nesta situação. A maldição sobre Caim foi tirar-lhe a pertença. Ele seria sem raízes, geográficas ou sociais, um nômade, um errante, um peregrino, andante. O homem necessita pertencer a alguma coisa. É uma profunda carência existencial. Precisa pertencer a uma igreja, um clube, uma associação, etc. Como a crise de pertença surgiu logo vieram os relacionamentos “lights”, imediatistas, sem ligações profundas, manifestadas no sexo efêmero e casual. O instinto substitui o afeto. Cada semana, uma pessoa. “Ficar” passou a ser uma prática normal, e não um pecado. Pertence-se a uma “tribo”, mas se refugia no anonimato de relações via Internet.

10º) A característica a seguir é a mais forte: a diversidade ideológica e cultural. É uma época de síntese. A pessoa quer ter posição, mas quer concordar com tudo. Ela tem uma cultura tecnológica, de informática avançada, mas crê em florais, astrologia e numerologia. Não tem convicções, mas conveniências. Seu credo é produto de ajustes de convivência e não de convicção pessoal. Pode-se ter grande zelo pela ecologia e desprezo pelo humano. As crenças e posturas são casuais e produto de circunstâncias. O evangelho pode ser verdade, mas é verdade para uma pessoa e não para outra. Há tantas verdades como pessoas. Cada uma tem a sua, cada uma faz a sua. Dei um folheto evangelístico a uma pessoa. Ela me disse que não cria nessas coisas. No vidro de seu carro havia um adesivo: “Eu creio em duendes”. Mas o maior problema está hoje no neopentecostalismo. Ele foi minado pelo paganismo e contaminou nossas igrejas. Cito um pastor da Assembléia de Deus, sobre este ponto: Na América Latina, as religiões pagãs populares vão se incorporando aos rituais pentecostais. Pede-se ao diabo para se manifestar, com o objetivo de exercer poderes exorcistas sobre ele, mapeiam-se as moradias demoníacas por causa da influência da cosmovisão pagã de que os poderes malignos tomam posse de lugares. Os objetos supersticiosos, como óleo ungido, rosas sagradas e a água do rio Jordão, passam a ter o mesmo valor no Cristianismo que na religiosidade popular pagã. (10)

A linha entre paganismo e evangelho, no neopentecostalismo, foi apagada. Este é um sério problema para nós. Nos programas evangélicos da tevê, os fundamentos do protestantismo são negados. O sacerdócio universal de cada crente, a graça por causa do amor de Deus, o fato de que Deus não se deixa subornar, são negados em práticas exóticas. Ao mesmo tempo há a idéia de que uma água benzida pela oração do pastor tem fluidos mágicos. Há uma paganização do evangelho. A crença das pessoas é como comida à quilo: pega o quer e mistura coisas incompatíveis. Elas crêem no que gostam, não na verdade.

COMO TESTEMUNHAR NESTE CONTEXTO

É desvantajoso para nós, que trabalhamos com valores, pregar a um mundo que rejeita valores. Trabalhamos com absolutos e temos que testemunhar a mundo em que tudo é relativo. Como pode um jovem cristão testemunhar numa sociedade pós-moderna?

1º) Lembrando que ele tem uma fé que não pode ser aprisionada por nenhuma cultura. O evangelho pode se expressar em qualquer cultura, mas não pode ser refém dela. Cristo está acima de qualquer cultura. Não cremos em idéias, mas numa pessoa, Jesus Cristo. Você é crente? Então é propriedade de Cristo e esta deve ser sua convicção maior. Santificação começa aqui: “Eu sou de Jesus!”.

2º) Lembrando que é chamado à santidade, e isso implica em imitar a Cristo. “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1Co 11.1) e “Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós” (Fp 3.17). É chamado a imitar a Cristo, e não ao mundo. Diz Romanos 12.1-2: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Não deve imitar ícones da mídia, deuses de ouro com pés de barro, mas procurar o caráter de Cristo.

3º)Lembrando que, como cristão, tem valores eternos. Há valores temporários, locais e mutáveis. Há valores inegociáveis. Os jovens necessitam ter uma cosmovisão cristã completa, saber de sua fé e de seus valores e vivê-los. Muitos não têm uma visão global do mundo, e, o que pior, muitos não têm sequer uma visão global de sua fé, e não sabem analisar o mundo por ela. Sua fé é atomizada, de pequenos credos, sem uma visão holística do evangelho. É preciso ver o evangelho como algo para reger nossa vida.

4º) Os jovens precisam se ver como trabalhadores da igreja, e não desfrutadores de um ambiente jovem na igreja. Muitos têm compartimentalizado a igreja, transformando um espaço num gueto: é o culto jovem, o louvor jovem, sempre a visão da igreja como algo para seu desfrute. A igreja é a única instituição do mundo que não existe para benefício de seus membros, para os que não são seus membros. Os jovens precisam se ver como quem deve viver o evangelho fora de um prédio chamado igreja e de um momento chamado louvor.

5º) O jovem precisa reconhecer que tem uma palavra de verdade que tem atravessado século e culturas, a palavra de Cristo, que deve habitar ricamente nele: “A palavra de Cristo habite em vós ricamente” (Cl 3.16). Esta palavra ultrapassa a de todos os pensadores em todas as épocas e ele a tem. Ele deve vivê-la, expressá-la e divulgá-la. O mundo precisa desta palavra que ele tem, porque se não o mundo se perderá. Ele pode perder a palavra do mundo porque nada de ruim lhe acontecerá.

CONCLUSÃO

Acima de tudo é preciso uma compreensão: o evangelho é imutável. Não corram atrás de redescobertas do evangelho. Podemos defini-lo numa frase: Cristo, e Cristo crucificado, poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. O resto é invenção. Há o evangelhos dos homens: riqueza material, poder político, vitória sobre os ímpios, guerrilhas.é o evangelho como uma cultura cristã. E há o da Bíblia: em Cristo, Deus chama os homens a virem ter com ele e consertarem sua vida diante dele. Fiquem com este. Consagrem suas vidas a Deus para batalhar por este evangelho.

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para os jovens da Igreja Batista do Bom Retiro, em Ipatinga, MG, e apresentado em 12.12.9
http://www.batistadobraga.org.br/

1 Gastaldi, p. 13

2 Kilpatrick, p. 16

3 Kilpatrick, p. 17, no meio

4 Eco, p. 91. As maiúsculas iniciais, bem como a grafia não usual são de sua autoria. Eco mostra que o Padre é tão atrasado, tão preso ao passado, que se recusa a escrever modernamente.

5 Kilpatrick, p. 17, no topo. O itálico é de Kilpatrick. Note-se a crítica sutil feita aos que presumem ser o método dialético a mola propulsora de nossa estágio de desenvolvimento.

6 Valle, in Cristovam Buarque et al, p. 75

7 Enciclopédia Help, p. 126, do jornal O Estado de S. Paulo.

8 Trecho de La leyenda de los siglos, p. 345.

9 Citado no jornal O Estado de S. Paulo, no “Fórum dos Leitores”, em 23 de março de 2002.

10 Gondim, p. 73.

Caminhada desigual - (II Co. 6.14-18; 7.1)

3 de Março de 2010 @ 22:41 por willeam Campelo

“Não vos prendais a um jugo desigual… (v.14)”

A palavra jugo significa uma armação de madeira que “jungia”, isto é, emparelhava e unia dois animais, geralmente bois, usados para descrever a sujeição de um indivíduo a outro.

O jugo é um elemento de sujeição. É para ser colocado em animais da mesma espécie, que tenham o mesmo porte físico a fim de realizarem o mesmo tipo de esforço. É para caminharem na mesma direção, no mesmo passo, para dividirem a carga, a fim de não sobrecarregar a um só animal num trabalho bruto. O jugo também atrela um animal a outro para impedir que um avance ou o outro retroceda, gerando assim uma co-dependência.

Paulo relaciona alguns exemplos de jugo desigual ressaltando a impossibilidade de uma caminhada na mesma direção: justiça e iniqüidade, luz e trevas, Cristo e o Maligno, o crente e o incrédulo, o santuário de Deus e os ídolos.

Não é possível que um discípulo de Jesus preste lealdade e dedique seu tempo e atenção a ambos os mundos. Os termos usados para designar situações de jugo mostram uma completa e total impossibilidade neste sentido pelo que eles mesmos representam:

“Que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade?”(v.14 ). A palavra sociedade (gr.metoche), significa partilha, participação. A retidão e o caráter santo de Deus transmitido aos crentes não podem ter qualquer participação com a iniqüidade.

“…ou, que comunhão da luz com as trevas”(v.14 ). Comunhão (gr. koinonia), significa associação, companheirismo, relação íntima, a exemplo do casamento.

“…que ligação entre Cristo e o Maligno?” (v.15). Harmonia (gr. sunphonesis), significa acordo, harmonia. Musicalmente usada para indicar o acordo e a mescla dos sons de vários instrumentos musicais, ou música harmoniosa produzida por um único instrumento.

“…ou que união entre o crente e o incrédulo?”(v.15 ). União (gr. meris), significa parte de um todo que já foi dividido. Uma partilha ou porção, o que duas ou mais pessoas compartilham.

“…que ligação há entre o santuário de Deus com os ídolos?”(v.16 ). Ligação (gr. sugkatathesis), significa união, acordo. O templo de Deus e um templo pagão são alicerçados sobre princípios inteiramente diversos, pertencentes a mundos diametralmente opostos.

Pode um filho de Deus estar tão vulnerável a ponto de caminhar em jugo desigual? Infelizmente, a resposta é sim. Quando se une a ímpios, apostando igualmente em valores mundanos, assumindo o mesmo comportamento dos que se opõem a Deus com maledicência, incredulidade, inimizades, ódio, mentiras, etc.; quando profana o santuário de Deus, que é seu próprio corpo, alma e espírito, com imoralidades sexuais, prostituição, impurezas; quando menospreza sua inteligência, que é dom de Deus, enchendo a mente e o espírito com mediocridade em nome de “cultura”, com princípios morais do mundo sem Deus.

Por todas as coisas relacionadas, por ser Deus que é, e por sermos filhos e santuário onde Ele habita, devíamos dar atenção às ordens expostas nesse texto. A primeira atitude seria de resistência: “Não vos prendais…” (v.14). Como um animal que resiste a ser preso, devemos veementemente lutar contra qualquer força que nos prenda a um jugo desigual.

A segunda atitude é de determinação: “Retirai-vos do meio deles” (v. 17). Uma escolha voluntária com base na fidelidade a Deus e Seu reino.

A terceira atitude é de santificação: “Separai-vos” (v.17). É a total consagração a Deus. A própria salvação é impossível quando o indivíduo se recusa a ser inimigo de forças estranhas, que guerreiam contra a alma.

Por fim, a quarta atitude é de rejeição a todo tipo de impureza: “Não toqueis em coisas impuras.” (v.17).

Tais ordens vêm seguidas de promessas (vv.16-18): “Habitarei neles” - constância, companheirismo, comunhão. É a presença de Deus entre nós e em nós. “Andarei entre eles” - podemos sentir suas operações, o seu agir em nossa vida. “Serei o seu Deus” - podemos experimentar o poder divino que nos dá cobertura, acolhimento especial. “Sereis para mim filhos e filhas”- a maior promessa é a da filiação.

A bênção da comunhão, da manifestação do seu poder agindo em nós, dando-nos cobertura e graça, protegendo-nos do mal e o acolhimento como filhos amados, nos tornam distintos, especiais, santos para Ele mesmo. Portanto, temos o poder e a graça de rejeitar qualquer acordo com a perversidade, com as trevas, com o Maligno, com os incrédulos e tudo mais que se opõe ao caráter santo de Deus.

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto do corpo como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade, no temor de Deus” (7:1).

Angela Maria dos Reis Campelo
Ministra de Música
Primeira Igreja Batista em Cidade Operária

A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010 E A IGREJA EVANGÉLICA

1 de Março de 2010 @ 10:50 por willeam Campelo

A Campanha da Fraternidade para 2010 trata de um tema altamente explosivo “Uma economia para vida”. A busca por uma economia que privilegia a vida, a sociedade e o ecossistema é muito bem vindo. Numa hora em que a sociedade mundial sofre abalos sísmicos financeiros em toda parte, vale refletir sobre o porque de uma vida centrada no dinheiro. Quando o Senhor Jesus disse que não poderíamos servir a Deus e a Mamon é porque Mamon teria poder e atuação como se fosse um deus. Temos vivido a face negra de Mamon em nossos dias quando por mais capital que se gere grande parte é capital improdutivo e especulativo. O montante de capital que circula o planeta em busca de melhores oportunidades de lucro é algo descomunal varia entre muitos trilhões de dólares. Basta um click de computador e bilhões de dólares são transferidos de continentes e países entram em pânico devido à saída de capital. Uma economia que privilegia extremamente o lucro em detrimento da ecologia é algo devastador no médio e longo prazo e estamos vivendo isso de modo aterrador em nossos dias, haja vista, a desastrosa conferencia de Copenhague em 2009. Precisamos falar de Eco-nomia, uma economia integrada à ecologia, pois, do contrário não teremos mais planeta nem condições para gastarmos os lucros obtidos com os negócios. O grande problema com ecologia é que o homem foi educado a ser o outro em relação ao ecossistema. Ele se vê fora do meio em que vive e utiliza de tudo o que tem, sabe e pode para destruir, poluir e degradar o meio ambiente, como se o planeta se auto-recuperasse automaticamente. Essa é a face negra de Mamon. Mamon tem poder de escravizar, deturpar e condenar o homem.

Mas por outro lado, vejo essa Campanha para 2010 como uma cutucada direta ao modelo adotado pelos neo-pentecostais em suas igrejas, onde Mamon é visto como um ajudador e solucionador de problemas. Vejo como uma provocação (sadia por sinal) que Mamon não pode imperar no seio da igreja. Estamos cansados de promessas descabidas, desequilibradas e frontalmente contra a Palavra de Deus. Outro dia um tele-evangelista praticamente garantiu que quem ofertasse em seu ministério, naquela semana, Deus daria 100 vezes mais até o final do ano. ABSURDO, ABSURDO E ABSURDO. Isso foi algo orgíaco, indecente e imoral. Para muitos pregadores o Deus da Bíblia anda de braços dados com Mamon. São diametralmente opostos. Deus não é Deus de dinheiro e muito menos teve em seu plano redentor essa blasfema proposta de enriquecimento rápido apregoada por esses pregadores neo-pentecostais. Mamon entrou de vez no seio da igreja. Agora a moda é grandes ministérios terem aviões etc. isso fere o conceito cristão sobre mordomia dos bens. Ao invés de buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, estão buscando as outras coisas em primeiro lugar para que o Reino lhes seja acrescentado.

Chega o momento em que precisamos destronar Mamon e entronizarmos a Cristo como Senhor da igreja, de nossas vidas e consciências. Chega o momento e já chegou em que as pedras estão clamando em alto e bom tom. Isso é vergonha para a igreja evangélica brasileira.

Grande parte da igreja se vê refém de Mamon porque os pregadores tornaram-se bocas de Mamon ao invés de serem bocas de Deus. Realmente Mamon tem poder de escravizar.

Mamon tem poder de deturpar. Tem deturpado grande parte da mensagem do Evangelho de Cristo. Para muitos Cristo morreu na cruz para gerar fortunas descomunais para muitos. Não foi esse o propósito da Cruz. Isso não estava incluído no plano eterno de Deus em relação ao homem. Não quero afirmar que Deus não possa abençoar o homem em todas as áreas, mas levar tudo para isso é deturpação extrema da vontade de Deus. Mamon deturpou tanto a mensagem do Evangelho que não ouvimos mais pregadores falarem sobre o desastre do pecado, arrependimento e maravilhosa graça de Deus em Cristo demonstrada na Cruz.

Não, não existem tais mensagens hoje em dia. Isso não é bem vindo em nosso meio. O homem não precisa de arrependimento e vida nova, precisa sim é de dinheiro e isso se torna em mostra de como Deus opera a seu favor. A sociedade não precisa dessa mensagem materialista e capitalista. Não precisa de conceitos puramente de auto-ajuda para se equilibrar. Precisa sim de uma mensagem candente onde o pecado é mostrado abertamente juntamente com suas desgraças e da maravilhosa mensagem da Cruz que transforma o homem de mercenário, idólatra e inimigo de Deus em filho do altíssimo.

Mamon condena sim. Condena o homem a uma subvida onde nada mais tem a buscar senão somente o poder que o dinheiro pode dar. Jesus Cristo veio sem aparência e transformou. Veio sem dinheiro e riquezas mas enriqueceu a muitos. Mamon tem condenado grande parte da igreja ao desprezo, à vergonha e a inocuidade. Disse o Senhor Jesus: “Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”

Quando estivermos diante do Senhor e formos medidos por Ele, Ele não passará sua fita métrica em torno dos nossos bolsos, mas o fará em torno de nossos corações. O que valerá no final não será o montante financeiro ou de bens alcançado, mas o montante de consagração dedicada ao Senhor.

Soli Deo Glória.

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

http://ministerioforcaparaviver.blogspot.com/

CD   Campanha da Fraternidade 2010 1 - CD   Campanha da Fraternidade 2010 1

Eu Também Cansei…

1 de Março de 2010 @ 09:46 por willeam Campelo

Cansei da mesmice teológica de muitos púlpitos, livros e programas religiosos de TV e Radio.
Cansei da repetição teológica e verborragica do Radio e TV. Cansei duma igreja desencarnada que produz uma vida cristã robotizada e que vive sob formulas que fracassam diante da existencia da vida, da crise existencial. Cansei da ” teologia da preguiça” que coloca tudo no mundo espiritual, e lá o anjos e demonios devem brigar e resolver como será o dia a dia na terra de todos nós mortais. Cansei da mecatronica teológica de automatizar a fé por formulas e arrepios, ensinos enlatados, quando a teologia não da para enlatar, pois é vida.
Não quero me vender ao mercado e privatizaçao da fé. Sou pela comunidade do Reino, a caminho do Reino e construindo o Reino de Deus. Não sou gnóstico espiritual, não sou irracional. Mas nasci do Espírito, na linguagem de Jesus, logo sou ” espiritual” mas não espiritualizado. Creio porque penso, penso porque creio, amo porque sinto e vivo porque pratico a fé encarnada e livre das redeas da religiosidade do farisaismo contemporâneo. Gosto do silêncio embora goste de uma explosâo de louvor, do grito espontâneo,que seja livre e nao mecânico e nem ser comandado por um animador de auditorio. Sinto prazer em chorar quando reverencio e me prostro diante do EU SOU. Vibro com a graça de Deus, com as manifestações divinas diarias tais como: o passaro que chega diariamente na minha janela e canta. Com a chuva que caiu e fez reviver a grama que estava secando no meu quintal e o verde voltou a sorrir. Vejo a graça do ETERNO naquelas araras que passam pelas manhãs sobre minha casa. Ai eu vibro e penso…Como o Senhor é bom!!! Alegro-me quando abro os olhos pois a Sua misericordia se renovou e estou ai para curtir a vida
Creio que a insatisfação faz parte do crescimento da vida cristã e a dúvida é o estímulo para aproximarse do invisivel em busca da resposta. Aquele que eu chamo do TOTALMENTE OUTRO se deixa achar por aqueles que tem sede do conhecimento DELE. É a dúvida e não a fé que me motiva e me conduz ao encontro com ELE; é o ponto de partida para correr aos braços do DEUS ETERNO, por isso duvido, pois busco NELE a plenitude do saber
Gosto do silencio, da solitud, da vida simples, do prazer. Não gosto de pensar na morte, embora nao tenha medo de morrer, mas sim como morrer, além do mais, eu gosto da vida que o Criador me deu junto com as graças que ELE me deu e foi dando uma cor diferenciada a minha vida, graças como: uma mulher para amar, umas filhas para ensinar a viver, pessoas para abraçar, prazeres para curtir, como: leituras, boa música, um “vaso de chicha”, sexo com amor, como aquele descrito em cantares de salomao. Ele tambem me deu a natureza, especialmente os campos, campinas e seus habitantes. A cordilheirra dos Andes, que corta as rochas com o seu frio e a sua agua que desce gelada e cristalina como a alma

Desde aqui você vai poder navegar nos meus blogues e descobrir a “teologia da suspeita”, onde o aprender é preciso. Conheça as minhas inquietações e a busca da qualidade do ser e viver sendo.
Sou obra das suas mãos e as suas obras são maravilhosas, logo, sou maravilhoso.
Abraços
Jose Miguel Mendoza Aguilera

http://oficinasteologicas.blogspot.com

ESTOU CANSADO!

26 de Fevereiro de 2010 @ 08:25 por willeam Campelo

Cansei! Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos.

Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.

Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação.

Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.

Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não aguento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis.

Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não aguento mais cultos de amarrar demónios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.

Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.

Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.

Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens electrónicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupunctura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas.

Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor. Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não aguento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes.

Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adoptado no Brasil.

Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a plateia, uma assembleia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da actual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.

Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.

Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos.

Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei das vaidades académicas e dos mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.

Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.

Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos prelectores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.

Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.

Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.

Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim

http://www.vigiai.net/news.php?readmore=1283
Ricardo Gondim - Ricardo Gondim

A PORNOGRAFIA É UM GRANDE PREJUÍZO FAMILIAR

25 de Fevereiro de 2010 @ 17:00 por willeam Campelo

O mercado pornográfico é um dos mais rentáveis negócios de todos os tempos

O mercado pornográfico é um dos mais rentáveis negócios de todos os tempos. Larry Flynt, empresário e dono do império Hustler, retratado por Milos Forman e Oliver Stone no filme “O povo contra Larry Flynt, Bob Guccione, da revista Penthouse e Hugh Hefner, dono do Império Playboy, compõem alguns desses milionários da exploração da fantasia sexual. Não esquecendo, porém, que uma fatia gigantesca dessa mercado é dominado pelo crime organizado.

Entretanto, a mais nova, rentável e promissora ferramenta desse mercado é a Internet. Com um sucesso devastador e arrecadação bilionária, esse novo negócio aumenta cada vez mais o impulso pornográfico no planeta. Demonstrando, com isso, que, nos próximos anos, boa parte dos lares, com acesso a WEB, estarão conectados em páginas com conteúdo pornográfico. Desfrutando das imagens de corpos nus, sexo e prazeres oferecidos.

Porém, essa ferramenta tem causado problemas e constrangimentos diversos. A Pedofilia, considerada a mais grave infração permeada pela web, tem fortalecido um mal, inigualável, aos jovens e crianças deste mundo.E pessoas tem sido encarceradas pela prática e divulgação de imagens de sexo com crianças. Além do que, outras aberrações tem sido demonstradas , como, por exemplo, a zoofilia. Aliás, dia desses, um americano morreu por ter sido sodomizado por um cavalo. Entretanto, essa prática é legal em alguns estados americanos, onde existem ranchos e fazendas para concretizar o sonho sexual de algumas pessoas com animais.

O problema mais grave, entretanto, é a divulgação e disseminação da pornografia. Pois, alguns empresários da pornografia, usam métodos parecidos com o tráfico de drogas. Primeiro eles oferecem de graça. Depois eles começam a cobrar. Aliás, é desse jeito que o império das ilusões e da criminalidade tem florescido. Agora, qualquer pessoa obtém imagens e vídeos da pornografia, de maneira fácil e gratuita. Onde, muitos milhões de incautos, têm seguido o roteiro dos sonhos proibidos e não sabem que estão doentes. Sim, doentes e viciados, pois o mecanismo da pornografia é o mesmo do Alcoolismo. Mesmo porque, clínicas psiquiátricas e psicológicas, de atendimento desses problemas, já estão sendo espalhadas pelo planeta. E terapeutas familiares têm travado uma batalha árdua nos lares.

Assim, interessados nessa manobra, estão alguns donos de Revistas pornográficas - que controlam, muitas vezes, impérios de publicação ou canais de televisão, a Máfia dos diversos paises, o crime organizado, o narcotráfico, empresários da prostituição, o mercado dos filmes adultos, a indústria do divertimento, alguns grandes conglomerados da internet, algumas empresas de chats e telefonia celular, etc.

Dezenas de milhões de lares no planeta já foram invadidos, sem que as pessoas, pais e mães, ou um ou outros, saibam. E é tão grave o assunto, que a maioria dos que acessam a pornografia da rede mundial de computadores é adulto, masculino, dos 18 anos para cima, com picos nos da meia idade. Pessoas muito inteligentes e que desenvolveram aptidão para olhar imagens e textos pornôs.

Na realidade, a pornografia tem destruído muitos lares. Pois quando o outro cônjuge, pais,familiares, descobrem, já parece, irremediavelmente, tarde demais. Portanto, em menos de 4 anos, mais lares foram destruídos pela pornografia do que o comparativo dos últimos 50 anos. Isso acontece, sem distinção de nacionalidade, cor, etnia ou credo religioso.

Aliás, começa assim: - Por pura curiosidade, a pessoa envolvida, acessa uma vez. Ai, geralmente, motivadas por um e-mail de conteúdo pornográfico ou oferecimento de um produto com conotação sexual; ou algumas produtoras da WEB que trazem garotas nuas para serem vistas pelos seus assinantes; aquele negócio da garota da semana, começam a ver mais e mais vezes. Isto mesmo, só curiosidade. Logo depois, começam a acessar os diversos mecanismos de buscas. Usando palavras, frases, palavrões, órgãos do corpo, partes íntimas, adjetivos, etc, acessam imagens que levam às páginas dos produtores dessas fotos, que podem ser copiadas. Depois, já nessas páginas, outras imagens, mais fortes e mais fortes. Levando ao frenesi do pensamento de alguém que sabia disso, mas não havia visto ou sentido isto. Porém, o gratuito começa a ser cobrado por cartão de crédito, débito ou boleto bancário.

Esse sentimento a que me referi, foi-me contado por um amigo que não chegou aos 25 anos. Religioso, Adventista do Sétimo dia, bom moço, exemplar, estudioso e que descobriu essa fantasia e agora quer libertar-se e não consegue. Aliás, já fez de tudo. Consegue ficar até 30 dias sem olhar, mas de repetente, não consegue mais e olha e se perde nas imagens que lhe ofuscam a mente. John, o nome que estou dando a ele, me informou que, após o contato com tantas páginas, o que é comum em outros relatos, demonstrou um sentimento de culpa muito grande, ao ponto de quando pensa em oração, as milhares de imagens instantâneas e rápidas, pululam pelo seu pensamento, gerando insatisfação, descontentamento, confusão, desânimo e angústia.

Mas o perigo é muito real para os jovens. Encontros são marcados pela internet. Namoros e sexo são virtuais e , depois, carnais. A juventude se afunda sem que os pais saibam. Não há grandes sintomas, marcas no corpo, ou mudanças bruscas de comportamento. Há, até, uma certa mudança. Mas desconhece-se a profundeza do assunto na família. Primeiro porque os pais desconhecem esses mecanismos. Depois, que os pais desconhecem os filhos. E, ainda, os pais não têm tempo para eles.

Assim, a primeira coisa que temos que fazer é o reconhecer de que nós não estamos tendo esse tipo de problemas. Os sintomas são conhecidos: perda da libido ou prazer sexual com o cônjuge, descontentamento da performance do parceiro, ou a ida a esse mecanismo pela falta de convívio ou contato intimo com o parceiro, o stress do dia à dia, o relacionamento familiar, a falta do que fazer, o excesso de trabalho, as brigas dos pais, a falta de acompanhamento dos filhos, os colegas, no ambiente escolar, os companheiros(as) de trabalho, a amizade de pessoas casadas com outros fora do relacionamento conjugal, a busca de novas experiências sexuais, a timidez desenfreada, a personalidade doentia escondida, a falta de carinho e amor, a falta ou pouco contato com DEUS.

Todo mundo sabe que existe um só DEUS. E a maioria das pessoas acreditam nEle. Assim, esse é o momento de esquecermos as diferentes doutrinas e tratar um assunto muito sério para a integração social e familiar de maneira única. Todos, os que crêem, devem buscar a DEUS e pedir ajuda sobre esse assunto. Esse é o primeiro e melhor conselho. Depois disso, vem a nossa parte da vontade exercida e com todo afinco!

Não se pode deixar um alcoólatra trabalhar num bar. Assim, não pode uma pessoa, com esse tipo de problema, viver na frente de um computador com internet. Depois, outros aspectos que devem ser acrescentados. Entretanto, fale com o seu cônjuge e informe o que está acontecendo, pedindo ajuda. Pois ele é o melhor ouvido e ombros para você chorar. Aliás, se notar o comportamento diferente do marido ou esposa, desconfie, questione e ofereça ajuda e solidariedade; ou busque ajuda. Mesmo assim, procure conhecer a internet e os programas de acesso. Depois veja se não está acontecendo no seu lar. Mas se tiver acontecendo, separação não resolve. Vale nessa hora o amor, compreensão e ajuda.

Evite, também, filmes pornográficos. Não traga para o seu lar tamanho mal. Aliás, tem pessoas que não olham mais para o seu cônjuge. Muitas vezes forçam o outro a ver algo que não gostaria de ver. E o mais terrível é que famílias vão as locadoras, inclusive com a presença de filhos, buscar filmes pornôs, para assistir na sala de casa.

Uma excelente maneira de ajudar é conhecer sobre o assunto. Por isso leia muito. Aliás, todo comportamento familiar diferente tem seus culpados e ninguém se isenta disto. Pois nenhum parceiro que esteja recebendo carinho, amor, atenção, sexo saudável e prazeroso, vai procurar algo fora de casa. Geralmente, a culpa deve ser dividida. Porque o sexo é prazeroso e instituído por DEUS. Para elevar os lares e recriar a felicidade. Sexo é muito bom e, também, uma oração. Mas não do jeito que se demonstra hoje.

Alguns passos:

-Não seja curioso.

-Não entre em sites de busca com essa intenção.

-Não abra e-mails estranhos ou de estranhos.

-Não leia noticias ou histórias sensuais.

-Não deixe de ter bons relacionamentos sexuais com o seu cônjuge.

-Aumente o número de vezes de relacionamento e prazer sexual com o seu cônjuge.

-Observe os seus filhos. Esteja presente e atento quando estiverem na web e procure deixar o computador em um ambiente comum e aberto da residência ( sala, cozinha, corredor, etc) de e nunca no quarto dos filhos, ou do casal.

-Não deixe seu cônjuge sozinho na Internet. Fique com ele,; ajude-o a terminar o que está fazendo ali.

-Bloqueie as tvs de sexo e não forneça a senha para os seus filhos. O melhor exemplo é o exemplo. Se não serve para eles, não serve para você.

-Se não tiver nada para fazer, saia da frente do computador. Dê um passeio ou vá para casa.

-Não acesse internet a noite. Fique com sua família.

-Lembre-se, esse mundo da internet pode ser, em alguns casos, não generalizando, um submundo do crime. Acontecem mortes.

-Ensine e espalhe sobre isto, para o maior número de conhecidos, instituições, clubes,etc…Demonstrando que estão preocupados.

-Troque o que você faz na internet, sem necessidade, por algo saudável.

-Estude a melhor forma de deixar seu cônjuge feliz.

Algumas advertências:

- Alguns sites pornográficos contém vírus.

- Alguns sites pornográficos copiam o seu endereço de I.P.

- Alguns sites pornográficos, geralmente de outros países, enviam cavalos de tróia para descobrirem senhas bancárias e de cartões de crédito.

-Nunca forneça senhas ou acredite em conteúdos de e-mails que peçam isso. Contate o provedor.

-Entrando em sites pornográficos, você pode correr o risco de receber SPAMs com oferecimentos diversos.

-Entrando em sites pornográficos, você poderá conhecer pessoas que estão querendo negociar prostituição. Abalando a sua vida afetiva, financeira .

-Entrando em sites pornográficos, você pode estar deixando a sua família e casamento de lado.

-Alguns homens que entram em sites pornográficos ficam impotentes. Essa impotência é psicológica e em referência ao parceiro. Pode se dar pela culpa ou pela pessoa que não é um modelo daqueles vistos na web ou em filmes pornôs.

-O Tratamento é caro e, geralmente, eficaz. Apesar que, a maioria das vezes o sintoma passa em pouco tempo.

-Divórcio pode significar: infelicidade, doenças, separações, divisão de bens, pobreza, incerteza, agressões, filhos perturbados, lares partidos, suicídios, etc…

Entretanto, ler livros de orientação familiar é importante. Leia a Bíblia, certamente ajudará você nesse ponto também!

Terminando: se bem que muito se pode falar, quero dizer que a intenção desse escrito, simples, foi produzir um sentimento no leitor, de aversão a pornografia de toda espécie, principalmente à internet. Aliás, eu quero pedir um favor: Que você, se quiser, divulgue para o maior número de pessoas possíveis. Pois, de alguma maneira, você poderá estar ajudando a salvar uma vida, uma família, um lar! E se você fala ou lê em outro idioma, traduza e envie para os conhecidos e desconhecidos.

Um forte abraço para você e fique com DEUS.

Data: 18/2/2010 09:39:13

Fonte: Armando Luis Francisco / Portal da Família
Fonte: Fillipe Scherrer Nasser

http://www.creio.com.br/2008/vida01.asp?noticia=160.

O desafio de pregar Cristo a uma sociedade viciada em pornografia

25 de Fevereiro de 2010 @ 16:21 por willeam Campelo

A industria pornô movimenta milhões de dólares em todo mundo. Infelizmente os chamados filmes pornô fazem parte da realidade de uma multidão de pessoas nos mais variados países.

Para piorar a coisa a cada dia cresce mais o número de sites pornográficos, bem como a procura por materiais do mesmo gênero. Há pouco um conhecido tabloide inglês publicou a notícia que uma empresa inglesa de filmes pornô, ofereceu 1 milhão de dólares para que a cantora Susan Boyle perdesse a virgindade em um filme adulto.

Pois é, lamentávelmente os números da indústria pornô são impressionantes e apontam para o profundo estado de depravação humana, senão vejamos:

43% de todos os internautas vêem material pornográfico (1 de cada 3 são mulheres);
Apesar de, pelo primeiro ano, não aparecer como os termos mais buscados no Google Brasil, “sexo” e “pornô” permanecem dentro do top 5 de palavras mais buscadas por jovens abaixo dos 18 anos;
Só 3% dos sites requerem uma verificação de idade;
Só 0,5% dos sites tem certificadores de conteúdo;
35% de todas as descargas em internet são relacionadas a pornografia;
A média de tempo para ver pornô na internet é de 15 minutos;
10% dos usuários que vêem pornô admitem ser viciado à pornografia;
Em todo mundo a pornografia gera ganho de 97 mil milhões de dólares (28% China, 27% Coréia do Sul, 21% Japão, 14% EUA);
Estados Unidos gasta 13.600 milhões de dólares em pornô;
Companhias como a Time Warner, GM e Marrriot fazem milhões vendendo erotismo;
San Fernando Valley (ao sul da Califórnia) produz 90% de todos os filmes pornográficas e estreia 20 mil filmes para adultos ao ano;
Uma estrela pornô feminina pode ganhar em qualquer lugar de 100 mil a 250 mil dólares ao ano;
Em média uma ator pornô pode ganhar até 40 mil anuais;
15 novos casos de DSTs de atores e atrizes pornô são reportados a cada semana.

Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos em um mundo submerso em pecado e que despreza os padrões de moral e justiça divina. A sociedade, de forma geral, encontra-se envolvida em um estilo de vida que se contrapõe aos princípios da lei de Deus.

Como já escrevi anteriormente fomos chamados pelo Senhor a vivermos de modo absolutamente diferente dos que compõem esta geração. Junta-se a isso o fato de que mais do que nunca, a Igreja de Cristo, necessita sair do “saleiro”, pregando o Evangelho da Salvação Eterna àqueles que estão escravizados pelo pecado.

No mais, cabe a nós discípulos de Cristo, um posicionamento audacioso diante da promiscuidade que tomou conta do nosso país, como também refutar veementemente a comercialização do corpo da mulher. Tenho plena convicção de que como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como evangélicos, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma, transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, morte em vida.

Pense nisso!

Renato Vargens

http://www.vigiai.net/news.php?readmore=1165

Vou abrir minha igreja e já volto!!!

25 de Fevereiro de 2010 @ 08:07 por willeam Campelo

Vou abrir minha igreja e já volto!!! - Folha de São Paulo

Folha de São Paulo, 03/12/2009

Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.
Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados em nome da igreja.
Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.

VEJAM MAIS EM
- Igreja da Água Abençoada
- Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
- Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
- Congregação Anti-Blasfêmias
- Igreja Chave do Éden
- Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta (????)
- Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
- Igreja Batista Ô Glória!
- Congregação Passo para o Futuro
- Igreja Explosão da Fé
- Igreja Pedra Viva
- Comunidade do Coração Reciclado
- Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
- Cruzada de Emoções
- Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
- Congregação Plena Paz Amando a Todos
- Igreja A Fé de Gideão
- Igreja Aceita a Jesus
- Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém (do Pará?????)
- Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
- Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
- Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo (quem perder vai ficar!!!)
- Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
- Comunidade Arqueiros de Cristo
- Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
- Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
- Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
- Igreja Palma da Mão de Cristo
- Igreja Menina dos Olhos de Deus
- Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
- Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água ( Corinthiano???????)
- Igreja Batista Ponte para o Céu
- Igreja Pentecostal do Fogo Azul
- Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
- Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
- Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
- Igreja Filho do Varão (Opa!!! Se puxar o pai vai se dar bem!!!!)
- Igreja da Oração Eficiente
- Igreja da Pomba Branca
- Igreja Socorista Evangélica
- Igreja ‘A’ de Amor
- Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
- Igreja do Amor Maior que Outra Força
- Igreja Dekanthalabassi
- Igreja dos Bons Artifícios
- Igreja Cristo é Show
- Igreja dos Habitantes de Dabir
- Igreja ‘Eu Sou a Porta’
- Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
- Igreja da Bênção Mundial
- Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
- Igreja Barco da Salvação
- Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
- Igreja Sinais e Prodígios
- Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
- Igreja do Manto Branco
- Igreja Caverna de Adulão
- Igreja Este Brasil é Adventista
- Igreja E..T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção) (????????)
- Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
- Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
- Ministério Eis-me Aqui
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
- Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
- Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
- Igreja Evangélica Facho de Luz
- Igreja Batista Renovada Lugar Forte
- Igreja Atual dos Últimos Dias
- Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
- Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
- Igreja Evangélica Bola de Neve
- Igreja Evangélica Adão é o Homem
- Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
- Ministério Maravilhas de Deus
- Igreja Evangélica Fonte de Milagres
- Comunidade Porta das Ovelhas
- Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica (Você senta, Jesus levanta????)
- Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
- Igreja Evangélica Luz no Escuro
- Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim (Só no fim?????)
- Igreja Pentecostal Planeta Cristo
- Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
- Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
- Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés
- Assembléia de Deus Fonte Santa em Biscoitão
- “Igreija” Evangélica Muçulmana Javé é Pai
- Igreja Abre-te-Sésamo
- Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus
- Igreja Bailarinas da Valsa Divina
- Igreja Batista Floresta Encantada
- Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder
- Igreja do Louvre
- Igreja ETQB, Eu Também Quero a Bênção
- Igreja Evangélica Batalha dos Deuses
- Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados (é o Cristo em pessoa!!)
- Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior
- Igreja MTV, Manto da Ternura em Vida
- Igreja Pentecostal Marilyn Monroe (???????)
- Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo
- Igreja Evangélica Florzinha de Jesus (Londrina -PR)
- Igreja Pentecostal Trombeta de Deus (Samambaia -DF)
- Igreja Pentecostal Alarido de Deus (Anápolis -GO)
- Igreja pentecostal Esconderijo do Altíssimo (Anápolis -GO)
- Igreja Batista Coluna de Fogo (Belo Horizonte -MG)
- Igreja de Deus que se Reúne nas Casas (Itaúna -MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal a Volta do Grande Rei (Poços de Caldas -MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia (Uberlândia - MG)
- Igreja Evangélica a Última Trombeta Soará (Contagem -MG)
- Igreja Evangélica Pentecostal Sinal da Volta de Cristo (Três Lagoas -MS)
- Igreja Evangélica Assembléia dos Primogênitos (João Pessoa -PB)
- Ministério Favos de Mel (Rio de Janeiro -RJ)
- Assembléia de Deus com Doutrinas e sem Costumes (Rio de Janeiro -RJ)

http://www.pastorveloso.net/news.php?readmore=30

Pastor contesta projeto de lei dos retiros culturais

22 de Fevereiro de 2010 @ 15:14 por willeam Campelo

O pastor Lyndon de Araújo Santos, da Igreja Evangélica Congregacional, professor do Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão, encaminhou carta à deputada Eliziane Gama, reconhecendo seu importante trabalho como deputada estadual, mas manifestando seu descontentamento e propondo até uma moção de repúdio ao Projeto de Lei de autoria da deputada, que propõe o finaciamento público para o que ela chama de “retiros culturais”.
A carta do pastor Lyndon é objetiva, contextualizada teológica e politicamente, republicana e, diria mais, profética.
“Retiros Culturais”, foi uma nova nomeclatura que a deputada evangélica encontrou para justificar o repasse de dinheiro público para custear eventos religiosos em épocas festivas, como carnaval e o período junino. Pronto, a porteira aberta para a oficialização da compra de fiéis, especialmente, em anos eleitorais. Tudo em “nome de Deus”.

Veja a carta do pastor.

Prezada Deputada Eliziane Gama,
Antes de tudo quero expressar o meu apreço pela forma como vem se conduzindo como representante da população maranhense na Assembléia Legislativa do estado do Maranhão.
Venho, no entanto, manifestar o meu descontentamento e desacordo para com o Projeto de Lei no. 8.904, de novembro de 2008, que dispõe sobre apoio a “retiros culturais” por parte do Estado, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Em notícia publicada no jornal Estado do Maranhão, de 12/02/2010, a Governadora Roseana Sarney recebeu membros da comunidade evangélica, a fim de - não está claro na reportagem - garantir recursos para os chamados “retiros culturais”.
Expresso a minha insatisfação para com o decreto e para com esta prática. O apóstolo Paulo afirma que “todas as coisas me são lícitas, mas nem tudo me convém”. Embora os termos do decreto possam estar licitamente e legalmente escritos, escapando da possível inconstitucionalidade de um governo laico transferir recursos para credos religiosos, a atitude e a prática inserem-se no “nem tudo me convém”, especialmente na sua dimensão ética. Trata-se de um princípio que rege a ética pessoal e pública do cristão, extensiva à igreja e a representantes políticos que se auto-denominam cristãos. Como cidadão, pastor, professor e historiador, o desconforto para com esta atitude se situa na não conveniência de uma prática que se liga à cooptação política e troca de favores eleitorais. Além disso, “retiros culturais” é uma expressão que encobre e escamoteia a verdadeira estratégia que é dar dinheiro para a realização de shows evangélicos e retiros espirituais de igrejas.
Os evangélicos neste país estão sendo envergonhados e vilipendiados em sua imagem pública por conta de práticas envolvendo dinheiro, corrupção, tráfico de influência, sonegação fiscal, “oração da propina”, compra de telhados e pisos para templos, venda de votos de membros de igrejas, dentre outras denúncias.
Sendo assim, estes recursos deveriam ser devolvidos ao erário público como forma de bom testemunho e, ao mesmo tempo, abrir-se uma ampla discussão em torno do favorecimento do governo em “doar” recursos públicos para entidades (sejam religiosas ou não), em nome da “cultura”. O fato de que o governo favorecer outras religiões em nome da cultura, não justifica que os evangélicos devam fazer parte da mesma prática indevida e inconstitucional. A luta por um estado laico, sem religião oficial e sem favorecimentos a grupos religiosos, foi histórica por parte dos protestantes neste país, junto com a liberdade religiosa, o voto feminino e a alfabetização.
Infelizmente, a comunidade evangélica de São Luis não foi convocada em sua ampla maioria e representatividade para discutir tal projeto de Lei. Por isso, levanto a questão em torno dos critérios para se definir para quem ou para qual igreja os recursos devem ser dados. Há edital público para transferir tais recursos por meio de licitação pública? É assim que todo governo deve proceder pois estamos numa república laica.
Informo-lhe que levarei à minha igreja local onde sou pastor a proposta de uma moção de repúdio a esta prática, além de, oportunamente e com mais embasamento, escrever artigo em jornal da cidade discutindo esta prática, a meu ver prejudicial ao Evangelho de Jesus Cristo. Além disso, comunico-lhe que, em todas as oportunidades que tenho tido de palestras públicas tenho divulgado esta posição e conclamado os evangélicos e cidadãos a tomarem uma posição.
Afirmo, por fim, a disposição de dialogar e contribuir para o debate em torno destas e de outras questões pertinentes à cidadania, à transparência do uso dos recursos públicos e ao Reino de Deus.
Fraternalmente,
Lyndon de Araújo Santos.
Pastor da Igreja Evangélica Congregacional de São Luis.
Professor do Depto. de História da UFMA
Coordenador do Núcleo da Fraternidade Teológica Latino-Americana - FTL-MA
Membro do movimento Evangélicos pela Justiça

Rico Choro/Notícias Cristãs/http://news.noticiascristas.com/2010/02/pastor-contesta-projeto-de-…

AMAR É TRAIR

20 de Fevereiro de 2010 @ 15:51 por willeam Campelo

A novela do horário nobre da Rede Globo é um elogio à infidelidade e quer fazer crer que a sociedade endossa a traição. Nela a mola do dia a dia é trair. Amar é trair. O certo é trair. O que está em jogo na crítica ao festival de traições de “Viver a Vida” não são posições moralistas, mas, isso sim, o elogio à perversidade.

Está longe de ser a regra, mas pode acontecer de um médico apaixonar-se por uma paciente. Então, de duas, uma: ou ele se centra em sua condição de especialista e técnico, respeita a ética profissional e tira a moça da cabeça, ou a encaminha a algum colega para seguir com o tratamento. Esse é o procedimento recomendado pela Organização Mundial da Saúde e exigido pelo Conselho Federal de Medicina no País. Mais raro ainda é médico e paciente descobrirem sentimentos amorosos concomitantes e recíprocos, embora haja um ou outro caso que virou notícia, deu em casamento e o casal foi viver a vida – a vida real.

Mas há outro “Viver a Vida”, esse na televisão e no horário nobre, que está na novela da Rede Globo escrita por Manoel Carlos. Nela, a mola do dia a dia é trair. Amar é trair. O certo é trair. E o affair entre médico e paciente se torna mais esquisito e leviano porque alimenta não um triângulo amoroso próprio dos folhetins, mas, isso sim, um polígono de traições que o novelista, aos 77 anos, decidiu impor ao telespectador. Só há libido na trama se houver traição. Em “Viver a Vida”, o termômetro desse conturbado universo do desejo bate nos 40 graus do absurdo quando estão na tela a personagem Luciana, uma cadeirante interpretada por Alinne Moraes, e o personagem doutor Miguel, papel desempenhado pelo ator Mateus Solano – além do médico, ele também interpreta na novela o seu irmão gêmeo, o arquiteto Jorge.

Não bastasse a escorregada do doutor no campo da ética profissional, quis Manoel Carlos, ainda, que os dois personagens fossem comprometidos com outros parceiros. Ou seja: Miguel trai uma personagem que sofre de bulimia alcoólica e Luciana trai o próprio irmão de Miguel. Deu? Tem mais. Mais traição e mais medicina. A médica Ariane (interpretada por Christine Fernandes) está apaixonada pelo marido de uma paciente com câncer.

O que está em jogo na crítica ao festival de traições de “Viver a Vida” não são posições moralistas, mas, isso sim, o elogio à perversidade. Ainda que se force a barra e se reconheça na doente um sentimento de extremo altruísmo nos momentos em que ela incentiva o marido a se atirar nos braços da médica, tanto ela, médica, quanto ele, marido, portam-se de forma essencialmente egoísta – na verdade, os três vivem um perverso jogo de sentimentos ambíguos e projetados, característicos da traição. Fica claro, por exemplo, que os “pombinhos-corvinhos” estão somente à espera do falecimento da enferma para dividir a cama. A dela. Entre outros personagens, essa espera inexiste: o protagonista Marcos (José Mayer) está traindo Helena (Taís Araújo) com a própria amiga dela, Dora (Giovanna Antonelli), que é hóspede na casa dos dois. Dora, por sua vez, engana o namorado, Maradona – tanto que está grávida e não sabe quem é o pai. A ode à traição e confusão não para aí: Helena também trai o marido com o personagem Bruno (Thiago Lacerda). Mais uma vez, deu? Tem mais: o advogado Gustavo (Marcello Airoldi) passa para trás a sua mulher, Betina (Letícia Spiller), saindo com a prima dela, a jornalista Malu (Camila Morgado). Esses casos, somados a outros tantos de infidelidade, talvez deixassem envergonhados os dramaturgos William Shakespeare de “Hamlet” e Nelson Rodrigues de “Perdoa-me por me traíres”.

Há, porém, um oceano a separá-los de Maneco, carinhoso apelido dado ao novelista: eles jamais chegaram nem chegariam a tal ponto de banalidade. Na novela, trair e ser traído é o ato mais normal do mundo e ela pressupõe que a sociedade adote o adultério como padrão regular de comportamento. Com certeza, “Viver a Vida” traiu a si mesma: os índices do Ibope despencam. É a pior audiência do horário nos últimos dez anos (média de 34,7 pontos na Grande São Paulo). A professora de dramaturgia da Universidade de São Paulo Renata Pallottini acredita que o excesso de relações extraconjugais afaste mesmo o público: “Pode ser que uma boa parte da audiência esteja reagindo a essas manifestações de leviandade.” Manoel Carlos garante que “esse tipo de comportamento é bem mais comum do que pode parecer”.

Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que 60% dos homens e 47% das mulheres se confessam infiéis. A julgar pela inconstância dos personagens de Maneco, no entanto, ele deve crer que esses índices são bem maiores: em pouco mais de 120 capítulos, o novelista pôs na tela 13 casos de infidelidade. Para a psicóloga carioca Ana Maria Fonseca Zampieri, a novela está “descortinando a questão da infidelidade e mexendo com a família porque traição é um tema tabu”. Ela adverte, no entanto, para o risco das generalizações: “Muitos homens e mulheres morrem fiéis.”

Em “Viver a Vida”, esses homens e mulheres leais são espécie em extinção. Na trama existe até uma defensora da prática do adultério: a personagem Alice (Maria Luisa Mendonça), que dá força ao romance de Helena e seduziu o namorado da filha de uma amiga. Taís Araújo, que faz Helena, defende a sua personagem: “Ela se encantou por Bruno porque esse homem representa tudo o que uma mulher pode perder em seu casamento: a liberdade e o direito de trabalhar.” Só que Helena não sabe que Bruno é filho de seu marido com outra mulher. Resta saber como reagirá quando descobrir isso. Traidoras e traidores gostam de trair, mas será que gostam igualmente de se verem traídos? Os gregos, sobretudo em “Medeia” (Eurípides, século V a.C.), trataram de forma genial – e definitiva – a dramaticidade dessa questão-limite e não achavam que viver a vida fosse ludibriar a confiança alheia.

Por Antonio Carlos Prado

Fonte: Revista Isto É – Edição 2101

Fonte: http://www.folhagospel.com/htdocs/modules/news/article.php?storyid=13017